Fotos e resenha por Sigryd Bagon
O Hellsinki Metal Festival aconteceu na capital da Finlândia, Helsinque, pelo terceiro ano consecutivo trazendo grandes nomes da cena do metal mundial. Realizado na arena de hóquei, Helsingin Jäähali (ou Nordis), o evento oferece motivos de sobra para que os visitantes voltem nos anos seguintes. Descubra a seguir porque o evento deve estar na sua lista de festivais de verão na Finlândia!
O festival oferece uma experiência urbana, prática e bem organizada, diferente dos tradicionais festivais de verão europeus em zonas rurais. O acesso é facilitado pelo sistema de transporte público de Helsinki, que, com o apoio da cidade, opera com horários flexíveis durante o festival. Táxis e Ubers também circulam em grande número nos arredores do local, tornando a locomoção descomplicada para o público. Um ponto super positivo para viajantes que não estão familiarizados com a cidade e também para os que estão mais cansados no fim do dia e não querem fazer longas caminhadas.

A estrutura do festival contou novamente com três palcos, dois externos (palcos 1 e 2) e o palco 3 instalado dentro da arena de hóquei. Uma sauna e um cenário icônico usado pela banda Children Of Bodom em shows, foram usados como decoração de uma das áreas em colaboração com o Bodom Sauna & Bar. A galeria de arte nos corredores do Jäähalli mais uma vez deu espaço aos artistas visuais da arte sombria. Na área de alimentação, opções iam de noodles a fish & chips (peixe e batata fritos), e o bar oferecia entre outras opções, a cerveja oficial do festival. O merchandising contava com camisetas das bandas e três modelos diferentes da camiseta oficial do festival.
O line-up do primeiro dia foi de peso, com nomes como King Diamond, Warmen, Decapitated, Dismember, Fear Factory, Kanonenfieber, Candlemass, Old Man’s Child e outros. Em um festival grande com 3 palcos muitas vezes não é possível cobrir todas as bandas, já que é necessário deslocamento, pausas para comer, se hidratar e verificar detalhes técnicos de câmera. A ideia é entregar não só fotos, mas contar também a experiência do festival como um todo.
A sexta-feira começou com a banda chilena Decessus, que abriu o palco 3 com seis minutos de atraso. A apresentação iniciou com alguns problemas técnicos, a voz brutal da vocalista Ignacia Fernández quase não era audível na primeira música, mas com o avanço do set, tudo foi se ajustando. O público respondeu bem, com destaque para os brados orgulhosos vindos de chilenos e de outros sul-americanos presentes.

No palco 2, pontualmente às 15:00, os finlandeses do Kiuas fizeram uma apresentação empolgante. A banda de power metal com um forte nome na cena finlandesa tocou faixas como “Winter In June”, “Thorns of a Black Rose” e a clássica “The Spirit of Ukko”.

Em seguida, no palco ao lado, o Warmen iniciou sua apresentação. Janne Wirman (teclados), Antti Wirman (guitarra), Jyri Helko (baixo), Seppo Tarvainen (bateria) e Petri Lindroos (vocal e guitarra) tocaram “Hell On Four Wheels”, “Warmen Are Here For None” e “Somebody Watching Me”, entre outras em um setlist sem defeitos.

Um dos grandes destaques do dia foi a banda alemã Kanonenfieber, no palco 2, com uma performance teatral baseada na temática da Primeira Guerra Mundial. Os músicos, com os rostos cobertos, mantêm suas identidades em segredo, e o palco trazia arames farpados, sacos de areia e uniformes militares. Um show definitivamente marcante, pela proposta visual e sonora.

Os suecos veteranos do Candlemass se apresentaram no palco 1 e eram uma das bandas mais aguardadas do dia. Com mais de 40 anos de carreira, a banda entregou um show digno de sua trajetória, tocando faixas como “Solitude”, “Bewitched” e “Crystal Ball”.

No palco 3, a banda Fear Factory foi seletiva quanto à presença de fotógrafos no pit, o que deixou de fora alguns profissionais de imprensa. Apesar disso, o show correu bem e esse tempo foi bem aproveitado para comer e recarregar energias.
Ainda no palco 3, a apresentação do Decapitated foi enérgica e muito bem recebida, especialmente pelo público finlandês, já que o novo vocalista, Eemeli Bodde, é do país. Um show poderoso, com presença de palco que não deixou espaço para críticas.

Os noruegueses do Old Man’s Child, liderados por Galder (ex-Dimmu Borgir) apresentaram faixas como “Towards Eternity”, “The Millenium King” e “God Of Impiety” no palco 3 do festival.

No encerramento do palco 1, King Diamond trouxe uma estrutura impecável, como já era de se esperar. O setlist incluiu “A Mansion In Darkness”, “Eye Of The Witch” e o clássico “Abigail”. Um espetáculo que superou as expectativas dos fãs que estavam ansiosos para vê-lo. Os fotógrafos só foram liberados para entrar no pit após as primeiras músicas, mas não comprometeu o resultado e você pode conferir mais fotos deste e dos outros shows no nosso instagram.

Fechando a noite no palco 3, os finlandeses do Moonsorrow, que tem um nome sólido na cena folk metal mundial, lotaram a arena com uma ótima apresentação que fechou a sexta-feira com chave de ouro.

Em resumo, o Hellsinki Metal Festival foi um evento que mostrou a força da cena metal pelo terceiro ano consecutivo na capital da Finlândia. Um time que visivelmente trabalha por paixão, cuidando de cada detalhe, desde o bem-estar dos artistas até o fato de contratar cada um de seus funcionários. A política de voluntariado é bem comum em festivais finlandeses, mas não se aplica ao HMF, segundo nota postada nas redes sociais do evento, o que gera não só empregos como também experiência profissional para quem participa da produção. Tudo isso reflete na experiência do público.
No sábado, o festival continuou com mais grandes nomes. Confira todas as fotos no instagram da Ilha. Confira a resenha do segundo dia do festival AQUI.
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