HELLSINKI METAL FESTIVAL 2025 (Helsinque / FI) – Sábado, 9 de agosto de 2025 – Dia 2
Postado em 20/08/2025


Fotos e resenha por Sigryd Bagon

O segundo dia do Hellsinki Metal Festival 2025 começou com o mesmo entusiasmo do público que aguardava para ver nomes como Venom, Marduk, Napalm Death, Hatebreed, Luna Kills, entre outros. A chuva de sexta-feira não intimidou o público para um dia de muito heavy metal e a movimentação nos arredores do Helsingin Jäähalli começou a ganhar força no horário do almoço. 

A área do festival manteve todos os seus atrativos: a sauna e o cenário dos palcos do Children Of Bodom em colaboração com o Bodom Sauna & Bar, a galeria de arte sombria nos corredores, os estandes de venda de produtos temáticos da cultura underground, a cerveja temática do festival, a tenda de merchandise com camisetas das bandas e do festival e também a área RIP.

 O sábado começou com a banda finlandesa Luna Kills, que abriu o palco 2.

Ainda no início da tarde, profissionais de mídia foram convidados a participar de um tour pelas instalações do festival. Toni Törrönen, um dos organizadores, guiou o grupo e compartilhou a história do evento, que nasceu a partir da experiência de outro grande festival na Noruega e fez questão de destacar o trabalho coletivo como parte fundamental do sucesso. Durante o tour, Törrönen foi apresentando vários membros da equipe conforme cruzavam com os jornalistas e fotógrafos. 

Durante o trajeto, Törrönen também destacou a preocupação com o bem-estar dos trabalhadores e artistas, ressaltando como gestos simples, como oferecer um sorvete em um dia quente de verão, podem fazer grande diferença para músicos que passam longos períodos fora de casa. Um olhar humano que transparece na experiência geral do festival.

A parada seguinte foi no palco 3, onde a banda escocesa Party Cannon fazia sua apresentação de slam death metal com muito bom humor, confetes e boias coloridas e claro, sem economizar no peso. Uma performance irreverente e brutal ao mesmo tempo.

No palco 1, era hora do lendário Napalm Death. Com mais de 40 anos de carreira, a banda britânica entregou um show eletrizante de grindcore, com Mark “Barney” Greenway dominando o palco e correndo de um lado para o outro. Um verdadeiro desafio para os fotógrafos, mas uma recompensa para os fãs.

Em seguida no palco 2, os noruegueses do Enslaved trouxeram uma apresentação com faixas como “Heimdal”, “Havenless” e “Allfǫðr Oðinn”

Em seguida, o palco 1 recebeu os franceses do Landmvrks, com seu metalcore direto de Marselha, enquanto simultaneamente, no palco 3, a banda japonesa Sigh se apresentava. Como sempre em festivais com múltiplos palcos, o público e a imprensa tiveram que fazer escolhas difíceis. No caso dos fotógrafos, perder as primeiras 3 músicas significa não conseguir registrar uma das bandas.

Um dos momentos mais esperados do dia foi a apresentação do guitarrista alemão Michael Schenker, no palco 2, com a tour “My Years With UFO”. O público unia nostálgicos e novas gerações em torno de clássicos como “Doctor, Doctor” e “Rock Bottom”. O vocalista Erik Grönwall, ex-Skid Row e H.E.A.T., acompanhou a banda e trouxe ainda mais brilho ao show de Schenker.

Na sequência, o palco 1 foi dominado pelos americanos do Hatebreed, referência do metalcore, que colocaram a plateia para bater cabeça com seu som agressivo e direto.

Um dos pilares do black metal, Marduk, incendiou o palco 2 em seguida. A banda iniciou com “Werwolf”, seguiu com “The Blond Beast”, “Wolves” e encerrou com “Blutrache”

Já o vocalista Nergal, conhecido pelo trabalho com o Behemoth, subiu ao palco 3 com sua outra banda, Me And That Man, mostrando seu lado dark folk. A presença de elementos visuais como a cruz invertida näo deixa dúvidas que se trata do mesmo frontman. No set, músicas como “My Church Is Black”, “Blues & Cocaine” e uma homenagem ao Príncipe das Trevas recém-falecido, Ozzy Osbourne, com “Paranoid”, marcaram o show.

O encerramento do palco 1 ficou por conta de ninguém menos que Venom. Uma das melhores performances do festival (na opinião desta que vos escreve), a apresentação começou com a clássica “Black Metal”, e contou com pirotecnia, nostalgia e um público completamente entregue à experiência. O show também trouxe uma homenagem de respeito a Ozzy Osbourne, com as faixas “Children Of The Grave/Paranoid” encerrando o palco 1 do Hellsinki Metal Festival 2025 de forma memorável.

O palco 3 ainda recebeu o projeto Blood Fire Death – A Tribute to Quorthon and the Music of Bathory, porém não registramos por conta da polêmica que envolve um dos integrantes. (Uma escolha pessoal dessa que vos fala e apenas isso!)

O segundo dia do Hellsinki Metal Festival 2025 terminou com a mesma energia que o acompanhou desde o início: muito peso e respeito pela diversidade musical em todas as suas vertentes. O público apreciou desde clássicos do black metal até novos nomes da cena metalcore.  A organização mostrou mais uma vez atenção aos detalhes, valorizando não só os artistas e o público, mas também quem trabalha nos bastidores para fazer tudo acontecer, provando mais uma vez que merece estar no seu roteiro de festivais de verão finlandeses.

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