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As I lay Dying @ Vip Station São Paulo/SP (03-05-2026)
Postado em 09/05/2026


No dia 3 de maio o As I Lay Dying retornou ao Brasilpara se apresentar no Vip Station , com um show focado na comemoração do 20º aniversário de ” Shadows Are Security “, um dos álbuns de metalcore mais influentes dos anos 2000, e tocando o mesmo na integra.

E por tudo envolvido não é um show qualquer. Neste caso, a música inevitavelmente se entrelaça com uma história que continua a gerar desconforto, debate e pontos de vista difíceis de conciliar na sociedade que vivemos atualmente.

Falar da banda hoje também significa falar de seu vocalista, Tim Lambesis . Em 2013, ele foi condenado por tentar contratar um assassino de aluguel para matar sua ex-esposa, em um caso que abalou não só a cena metal, e sim toda a opinião pública em geral. Não se trata de uma controvérsia menor ou um episódio “isolado”, afinal é um crime grave, premeditado e violento. Lambesis cumpriu sua pena e foi libertado em 2016, e claro imediatamente retomando sua carreira musical desde então.

Esse incidente, e vários outros episódios repreensíveis, permanecem, até hoje, parte inseparável do retorno da banda aos palcos, e como outro lado reduzir a história do As I Lay Dying apenas a esse episódio seria ignorar seu peso e relevância dentro do gênero que praticamente foi um dos pilares e esteve junto na criação.

“Shadows Are Security” não só consolidou o sucesso da banda na época, como também ajudou a definir o som do metalcore moderno o qual conhecemos hoje, riffs melódicos , estruturas precisas e breakdowns que marcaram toda uma geração. Sua influência ainda pode ser sentida hoje em inúmeras bandas contemporâneas. Nesse sentido, o show em São Paulo e toda Tour na América Latina também serve como uma celebração de um álbum seminal, que continua a ressoar duas décadas após seu lançamento e soa atual demais…

Todo esse caso nos levanta uma questão que vai além da música, e sim um “pensar” na sociedade é possível separar a obra de seu criador? Para alguns, e muitos que gostam da “lacração”,  a resposta é um claro não, porém para outros, a passagem do tempo ou o cumprimento da pena ou ainda o mérito artístico da obra permitem uma interpretação diferente, tipo ignorando uma ação pessoal…

Há também aqueles que simplesmente optam por se concentrar na experiência musical, deixando o julgamento para o próprio judiciário que é o correto, mesmo tendo uma opinião pessoal sobre o tema.

Uma reflexão bem profunda de quem pensa no tema, bem característica dos nossos tempos de lacração em rede social, numa cultura marcada por escolhas individuais, muitos sendo influenciável, por um mané que se diz “influencer”,  totalmente egocêntrica em muitos casos e separam o consumo cultural da ética pessoal. Ir a um concerto implica endossar tudo o que está por trás dele? Para alguns, sim. Para outros, claro que não.

O retorno do As I Lay Dying ao Brasil foi além da nostalgia de revisitar clássicos do metalcore. É também um lembrete de que a música não existe isoladamente e que algumas histórias não podem ser silenciadas, mesmo com guitarras estridentes por cima delas. Entre celebrar um álbum fundamental e lidar com escolhas pessoais que geram ressentimento, esse show de 2 de maio se torna mais do que apenas um concerto: para muitos, será um momento decisivo em sua perspectiva de vida e na forma como a encaram além de toda lembrança emotiva do que foi vivido com o “Shadows of Security” 20 anos atrás..

E por tudo isso, cheio de posições que criamos neste textão como intro, no contexto real do evento, um contexto em que cada participante, consciente ou inconscientemente, tomou uma das melhores decisões da vida, ter ido assistir esse show, que foi algo surreal..

Vamos ao show em si se é que o que presenciamos foi um Show…

Self Insight…

Como na poderia deixar de ser, a primeira banda da noite é uma banda nova e certamente conhecida por poucos, presentes, penso eu e fazia sua estreia em eventos da produtora Dark Dimensions, e mostraram a que veio, um hardcore cru, agressivo e de impacto imediato, e também vale destacar que também tocariam na noite seguinte dessa Tour com o As I Lay Dying em Curitiba.

Banda posicionada no palco com uma intro meio Rap Hip Hop, de certa forma até estranha,

a banda começa com seu Hardcore puro e cru direto sem frescura alguma e é formada por Carlos HLK (vocal), Vinicius Starteri (guitarra), Alexandre Dartangnan (baixo) e Lucas França (bateria), e um som bem na linha do Madball, mostrou a pancada….e citamos uma banda conhecida mas eles tem sua sonoridade própria mesma

No meio da apresentação, e devemos sim citar,  a banda também fez um tributo ao amigo guitarrista Chile Portilla, falecido há um tempo e foi parte importante da banda e aos amigos que conviveram com ele, em um momento de amargo no coração mas de celebração  e mencionaram que certamente ele estava no palco com eles.

A apresentação foi curta, sim, mas nesse boom devido a mais festivais aparecendo ver a cena com nomes novos que dependendo do que mostrarem podem sim estar presentes nos cast mundo a fora como muitos nomes tem surgindo e furando a bolha dos 2 nomes mais consagrados do Rock Brasileiro.

O som não ajudou muito, mas a banda mostrou ao que veio e com presença de palco digna ao estilo, incluso o colede de soldado do vocal, lembrando até um brinquedo de infancia, parecendo a Edição do boneco Falcon na Selva, mas ali é puro hardcore, e fica a dica a quem gosta do estilo mais um nome a ser acompanhado na nossa cena de música extrema no Brasil.

Intro

The Void Within

Stay True

F.F.F.

The Broken

Primal Instict

Reality Check

Destroy Everything

I will Remain

Take your life back

Throw Me To The Wolves

E olha a gente resenhando os amigos do Throw Me To The Wolves de novo, afinal, eles estavam no show do In Flames na Audio, e seria uma na análise com dois shows, próximos e praticamente o mesmo setlist….

O som deles na Audio como não achamos bom, e seria a prova de que a equalização seria da banda, ou daquele cara da mesa de som que zuou o barraco e amigos, o som no Vip Station para eles, estava perfeito, e o baguio foi de fritar os tímpanos dos presentes…

A banda esta puramente subindo em todos os conceitos, e um show mais do que impecável… e comr Diogo Nunes nos vocais, Gui Calegari e Fabrício Fernandes nas guitarras, Fábio Fulini no baixo e Maycon Avelino na bateria, e que show foi esse, muito superior ao da semana passada em tudo, e olha que o da Audio, foi muito londe de ser ruim, fizeram show de headliners mesmo, mostrando seu show, fazendo brincadeiras com rifss com a plateia que estava no clima e ia junto… absurdamente… mas também não é pros amigos subir nas tamcas que ainda eles tem muita grama pra comer, e queremos ver eles se destacando cada vez mais…

O show teve vamos falar uma pausa, para um aviso que um porra dum arrombado, deixou o carro na frente de uma garagem nas proximidades do Vip Station e teve que avisar um Princeso da Disney que teria que tirar o carro de frente de um portão, e como em qualquer rolê, os babacas sempre querem dar uma de espertão… e tinha estacionamento do lado do recinto… por 50 conto…

Não sei se é certo dizer que com a parceria de longa data em eventos da Dark Dimensions eles se sentem mais em casa, e talvez por isso estavam a vontade, mas a presença no palco foi algo a dizer, pois que caralho,  e certamente quem via pela primeira vez, pensava, que porra é isso no palco que nunca vi? E quem conhecia feliz, por ver um show daqueles que seguem divulgando o Days of Retribution , e até mencionaram que ali estariam encerrando um ciclo de forma muito positiva, mas que porra de ciclo também é esse? O vocalista não informou, então podemos pensar que foi seu ciclo menstrual, ou virá alguma mudança, ou o novo álbum começa a tomar forma, e agora quem acompanha sabe que vamos ter que esperar e acompanhar…

Musicalmente trazem aquele Death Metal melódico de Gotemburgo, misturado com parte de Guarulhos, Zona Leste de São Paulo que trazem essa sonoridade quase única em bandas brasileiras, já que fogem completamente do estilo Angra e Sepultura…

Um puta show, e, aquilo, showzaço, muito gostoso de ver com peso correto, e traz a diversão que lembrando que é isso que um show tem que ser, não adianto ser pesado, ter um release bontio, e um som de merda que não te impacta, esses caras impactam e muito… são uma banda completa, não um a mais que se destaca ou não é um grupo mesmo… no conceito que gostamos de ver nas bandas gringas…

Resposta do público foi excelente e eles tem muito a se desenvolverem e cresceram, e isso só depende deles, e muitos no Brasil gostam deles, e sabemos que se conduzirem a banda corretamente, esses caras vão desbravar lá fora…e fazer bonito e essa fica também nossa torcida…

As I lay Dying

A última passagem pelo Brasil em 2019, no melancólico Tropical Butantã, e nesta Tour até como novo ponta pé pra banda eles viam com a celebração dos 20 anos do Shadows Are Security, udisco marcante do metalcore e estava curioso para ouvi-lo ao vivo.

Um amigo de imprensa, no show do In Flames, falou ah não é a formação original, falou como se fosse um catado de músicos, discordei  mas cada um é cada um e ao ver no palco, Tim Lambesis ,único da formação original, ao lado do brasileiro Bill Hudson, que dispensa qualquer apresentação,  e de Don Vedda nas guitarras, Chris Clancy, produtor de KSE, Machine Head, Kataklysm, Overkill, no baixo e vocais limpos, produtor dealém de Tim Yeung na bateria, ex-Divine HeresyHate EternalMorbid Angel…. chamar isso de banda qualquer é ser meio que querer fuder algo por filosofia pessoal, e não analisar os profissionais envolvidos, que sabemos que quem criticou entende a qualidade de cada músico, e uma ideologia de cancelamento absurda seria melhor dizer pelo que ouve não apoio e não pela formação atual… que é uma formação sensacional…

Uma verdade que quem não foi ,não vai acreditar, já na intro a atmosfera engradeceu demais, uma energia positiva no sentido, aquela que tu pensa, hoje vai ser foda e foi…

Show começou bem legal, uma nevoa que foi se dissipando um pouco com luzes um pouco mais escuras predominando por tudo e começou, e a galera que foi, estava sedenta por aquilo, e um detalhe que vimos, muitos filmando por celular, você pode não gostar, mas grava uma lembrança a você e quase a totalidade cansando e agitando a sua maneira…

A primeira certeza de como a atual fase foi bem recebida veio com “Echoes”, música gravada pela atual formação, muito cantada por todos e que na letra vocÊ entende como “lidar com arrependimentos e superar um passado doloroso”, faz um puta sentido pra banda, mesmo não apagando absolutamente nada…

Que banda, que presença de palco, tudo animal, banda encaixada perfeitamente como se tivesse décadas, tocando junto…. rodas já tinham surgido, algo único de se ver, tudo o que caminhava música após música seria aqueles dias para ficar na História.. Lançado em 2005 e prestes a completar 21 anos, o disco pelo que vimos marcou muita gente, e isso é o tipo de coisa que vemos nesses shows de celebração de uma obra…

O disco é excelente, algo que nem precisávamos escrever, mas vê-lo ao vivo parece que fica ainda mais impactante, e olhava ao palco, com outra formação e a alegria de todos estarem lá, e realmente o que vinha do palco parecia uma surpresa, e como Bill mencionou ao apresentar a banda o quanto estava feliz em tocar na sua terra…

Já indo ao final, e claro não quis fazer a resenha citando faixa a faixa, até para não estender muito o texto e em shows assim, cada faixa é especialmente única para cada pessoa em determinado momento da vida e esse sentimento é de cada um…na terceira parte o que até achei que seria 4 músicas mas foram 3, manteve tudo da mesma forma e como a banda é promissora ao seu futuro e Tim deixou claro que após o fim da Tour já iriam preparar o novo álbum.

Coisas bem legais do show, o baixista Chris Clancy foi no meio do Circle Pit tocar e agitar e isso foi muito foda..Bill Hudson e Don Vedda num entrosamento muito bom de ver, Tim Yeung praticamente não o víamos atrás do kit, mas como foi dito em sua apresentação, sem dúvida um dos grandes bateras do Metal Mundial

Já Tim Lambesis postura digna de um vocalista de Metalcore, e que sabe fazer um grande show, extremamente bom no show que propõe e dá aos seus fãs…

O destaque da parte final foi ver a namorada de Tim Lambesis, Virginia Molinaro cantar um trecho de “My Own Grave” quee finalizou sem dúvida um dos maiores shows do ano, e olha que tivemos AC/DC e teremos Iron Maiden em breve…

O que dizer, na saída vi no mínimo umas 4 pessoas ou que choravam mencionando o quanto o disco marcou, e claro alguns amigos zoavam, mas o quanto de sentimento e lembrança o disco marcou, foi uma verdadeira celebração , algo único que se repetir mil vezes, talvesz não tenha o impacto deste 3 de maio único.

A banda com certeza irá voltar e muitos irão até pela divulgação do que foi esse show, claro que todo o histórico que envolve a banda pode e certamente limitará e será um empecilho para shows maiores em função de todo cancelmento e histórico que a banda envolve e não há como esconder isso, mas profissionalmente falando, musicalmente  falando a banda deveria conseguir alçar voos bem maiores, que qualidade provaram que tem de sobra.

Blinded
94 Hours
Burden
Echoes
A Greater Foundation
Parallels

Shadows are Security 20th Anniversary
Meaning in Tragedy
Confined
Losing Sight
The Darkest Nights
Empty Hearts
Reflection
Repeating Yesterday
Through Struggle

Encore:

Nothing Left
The Sound of Truth
My Own Grave

 

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