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Carl Palmer @ Teatro Bradesco – São Paulo/SP (30/05/2026)
Postado em 01/06/2026


Assistimos o An Evening with Emerson Lake and Palmer e aqui te falamos o que achamos do show..

Uma Noite com Emerson, Lake & Palmer” é uma experiência multimídia emocionante e aclamada pela crítica, liderada pelo baterista Carl Palmer, único integrante vivo na banda. Ela dá vida às obras-primas do rock progressivo do ELP, e te coloca de volta em um show único como se estivéssemos na década de 90.

Conceito e Produção

Em vez de contratar um cantor com voz semelhante à do falecido Greg Lake, Carl Palmer reinventou o show como uma experiência visual e altamente sincopada. Ele apresenta imagens de shows antigos em alta definição (na maioria das vezes do lendário show de 1992 no Royal Albert Hall) projetadas no telãode fundo. As faixas de áudio dos teclados de Keith Emerson e dos vocais de Greg Lake são isoladas e executadas em perfeita sincronia com a bateria ao vivo de Carl Palmer.

Quem é a “Banda” ao Vivo
Para complementar o som, Palmer é acompanhado no palco por sua banda ELP Legacy, que atua como banda de apoio em tempo real:

Paul Bielatowicz: Assume a responsabilidade incrivelmente complexa dos intrincados solos de teclado de Keith Emerson, adaptando-os perfeitamente à guitarra elétrica.

Simon Fitzpatrick: Toca as linhas de baixo e vocais usando equipamentos sofisticados — principalmente o Chapman Stick — para recriar os arranjos complexos do trio original.

E um detalhe, Show foi Sold Out, que é o nome chic para “lotado” nos dias atuais….

O desnecessário mas vou mencionpar que  foram apelidados de supergrupo de rock, o Emerson, Lake & Palmer (ELP) foi formado em 1970 em Londres por três músicos já famosos de bandas anteriores: Keith Emerson, do The Nice, nos teclados; Greg Lake, do King Crimson, nos vocais, baixo e guitarra; e Carl Palmer, do Atomic Rooster, na bateria e percussão.

O inicio do show foi um vídeo de aproximadamente uns 10 minutos, um belo documentário por sinal,  basicamente contando a historia do Grupo e do Carl Palmer, relembrando também os tempos de Asia, até o último show da banda no festival High Voltage em 2010.

Lembrando que a banda tem a história de supergrupos, O ELP lançou nove álbuns de ouro e vendeu 48 milhões de discos em todo o mundo. O álbum de estreia homônimo do grupo foi um sucesso instantâneo com o clássico single “Lucky Man”, assim como o álbum seguinte, “Tarkus”, de 1971, e “Brain Salad Surgery”, de 1973, considerado o álbum definitivo da banda.

A banda se separou em 1979, se reuniu na década de 1990, onde veio duas vezes ao Brasil,  e lançou mais dois álbuns, realizando turnês com ingressos esgotados até 1998. Sua última apresentação, em 2010, marcou o 40º aniversário da banda. Em 2016, Emerson e Lake faleceram no mesmo ano, deixando Palmer como o único membro sobrevivente.

Alguns anos depois, em 2022, Palmer lançou “The Return of Emerson, Lake & Palmer”, em colaboração com os Espólios de Emerson e Lake, evento que mais tarde foi renomeado para “An Evening with Emerson, Lake & Palmer”.

Agora vamos ao espetáculo de inicio com uma intro de baterista, onde a força da pancada de Carl Palmer é bem sentida com “Karn Evil 9: 1st Impression, Part 2” seguidas por “Hoedown” e “Knife Edge”  e ver a sincronia com as partes gravadas e mostradas no telão que pensando deveria ser fácil, deu pra ver o quanto é difícil e o ensaio deve ter ido a exaustão, já que improvisos, não devem existir… e o que faz ser um show que vai surpreendendo a cada momento.

Ver o Teatro admirando tudo aquilo, pensei, e claro que um fã de progressivo quer ver bem tocado, mas creio que a maioria estava ali para ver Carl Palmer tocando o que venhamos e convenhamos, com 74 anos, é pura travessura nas baquetas, chegando a ser impressionante o que faz…

Carl Palmer entre as faixa conta as histórias que viveu com a banda, e menciona o quanto gosta da próxima música e o tão pouco que ela foi tocada ao vivo, e que a tocaria e também a cantaria e assim tivemos “Benny the Bouncer” cantada pelo grande astro da noite. Clro que todos do Teatro Bradesco estavam encatados com o queera apresentado…

“Tarkus” que muitos acham uma aula de Heavy Metal, dentro do progressivo, tb foi executada…e de maneira briilhante e para o clássico “Trilogy” na voz de Greg Lake, o guitarrista colocou sua persoanlidade tocando na guitarra deirando diferente, porém igualmente magistral, e vale muito destacar o que fizeram neste termo…

Carl Palmer vá mais a frente e  tipo nuns bongo, que realmente não sei o nome daquele instrumento junto com Greg Lake ao violão no telão fazem uma versão no mínimo absurda de um dos maiores sucessos do ELP com a faixa “From the Beginning” e ali eu tinha a sensação de como se Greg Lake estivesse cantando no palco, e eu a partir desta data execria aquela versão do Dokken no álbum acústico da banda.

O momento que não gostei veio a seguir, ainda com a voz de Greg Lake, tivemos a faixa “Still… You Turn Me On”, porém ela não foi tocada no show gracado digitalmente e a versão do vídeo era de uma qualidade bem inferior a que estavam passando, claro que a música é excepcional, e todos etc… mas se muito gostaram, essa qualidade do vídeo deu uma sensação ruim…

E após esse detalhe era ora de derrubar um Teatro dentro de um Shopping em São Paulo, com “O Fortuna”, aquela música clássica absurdo de Carl Off aque abrem muitos shows de Metal,  e com no meio 9 minutos de puro solo perfeito de bateria, chegando a fazer um solo na baqueta batendo na outra baqueta, brincando com um instrumento que toca de forma única, a mais de meio século…

Aplaudido de pé, claro e foi muitss vezes, ele conto a ideia de em uma música na Alemanha de colocar simplesmente um tigre no palco e eles fizeram com o “bichinho” no palco, tranquilão na dele só curtindo e dando seus rugidos e uns ronronados, por que não? E claro que estou falando de “Tiger in a Spotlight” e no telão o vídeo do programa onde o felino fez parte da banda, simplesmente sensacional, e vendo a cena, pensava, os exageros dos Rockstar dos anos 70…. Simplesmente genial.

“Paper Blood”, perfeita como sempre serviu de intro do primeiro e uma das músicas mais conhecidas do ELP com “Lucky Man” em uma versão que tocou no fundo da alma, chegando at´pe a faltar e alguns membros presentes vide a faixa etária da “moçada” na grande maioria já estão nos “enta” da vida, então algumas emoção tem que ser melhor calculadas..

O fim, a música que eu conheci no aniversário de 40 anos da gravadora Atlantic, once Carl Palmer destruiu tudo e passei a conhecer a banda e tivemos “Fanfare for the Common Man” simplesmente o final perfeito para um show deste quilate… e claro que a última música foi “Peter Gunn” mas realmente estava em extase com o verdadeiro show no conceito da palavra do que tínhamos vivenciado por mais de duas horas de puro Rock’n’Roll.

Carl Palmer me deu uma aula na entrevista e outra neste show onde mostrou seu legado na música…e como uma verdadeira lenda da música mostra como faz um show onde deixa milhares de pessoa simplesmente hipnotizados …

Vida Longa ao extraordinário Carl Palmer e que volte logo!!!

  1. Karn Evil 9: 1st Impression, Part 2
  2. Hoedown
  3. Knife-Edge
  4. Promenade / The Sage / The Hut of Baba Yaga / The Great Gates of Kiev
  5. Benny the Bouncer
  6. Creole Dance
  7. Tarkus
  8. Trilogy / Clair de Lune
  9. From the Beginning
  10. Still… You Turn Me On
  11. O Fortuna
  12. Drum Solo
  13. Tiger in a Spotlight
  14. Paper Blood
  15. Lucky Man
  16. Fanfare for the Common Man / America / Blue Rondo à la Turk
  17. Peter Gunn
 

Categoria/Category: Review de Shows
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