Exodus @ Carioca Club – São Paulo/SP
Postado em 10/10/2025


Uma noite, uma máquina, uma banda chamada Exodus, uma besta enjaulada, com ódio, Exodus tocando o Bonded by Blood“, parafraseando aquele narrador, e essa poderia simplesmente expor o que aconteceu no Carioca Club na quinta feira dia 9 de outubro, mas vamos desenvolver mais essa noite, que ficará para a eternidade em nossa alma…

Uma Quinta-Feira semi chuvosa era para estragar qualquer rolê, mas os Deuses do Metal  fizeram as mandigas deles e tudo ficou perfeito para uma devastação sem precedentes que rolou no Carioca Club, e a ansiedade era das melhores, primeiro com a execuçãod o Bonded By Blood, disco absoluto de 1985 sendo normalmente considerado um dos maiores discos de Heavy Metal de todos os tempos, e claro sua monstruosa capa que chocava e ainda choca qualquer puritano que nos encha o saco…

Um publico, senão, praticamente sold-out, lotou a casa e no horário previsto, lá estava e por que não mencionar,  nossos amigos..do Throw me to the Wolves, nomeando esse show como “Bonded by Wolves gig” , sendo os responsáveis peelo open act da noite, no horário previsto, já entraram pregando a pancadaria no já bom público presente.

Eles lançaram em Maio o disco de estréia Days of Retribution, e eles vão juito na linah do que chamamos de “Gothemburgo Sound”, ou seja aquela paulada, com muita técnica, mas o que os torna para os brasileiros muito mais pesado para ser do “Angraverso”, e por outro lado muito leve para serem do “Sepulverso”, e vendo uma qualidade monstruosidade dessa em cima de um palco, ficar rotulando e comparando com apenas 2 bandas um país talentoso para o Heavy Metal como o nosso, beira o absurdo…

A banda vem trabalhando demais, tocando em vários shows, construindo sua estrada tocando com muitas bandas de muita rodagem, e o resultado é foda… um show perfeito, e claro, por serem banda de abertura nem o som nem a luz estavam bons, mas tudo que regaçaram em cima do palco cumpriram a promessa de fazer um show foda, entregando tudo e realmente fizeram…

Faixas do álbum  que gostei muito, como “Tartarus“, a faixa título “Days of Retribution“, “An Hour of Wolves” ou “Gaia“, são boas demais.., muitos leitores podem achar que é apenas mais uma banda, porém a qualidade que temos em tantas bandas do Brasil, isso se for ao Mundo fará um Brazilian Sound ecoar e certamente teríamos varias bandas brasileiro pelo talento que tem hoje nos mais renomados festivais da Europa quie acabam sendo referência a todos que olhamos daqui da terrinha.

Presença de palco, até que foi mais timida, não teve grande movimentação não, e também vale destacar, que abrindo para o Exodus, foi a estréia de Gilherme Calegari, o “Fofão Carreta Furacão” da banda, e a banda ainda tem Diogo Nunes na voz, Fabio Fulini no baixo, Fabricio Fernandes na outra guitarra e Maycon Avelino na bateria.

Energia pura, Show sensacional, e esperamos muito e queremos que essa banda faça mais músicas boas e que se transformem em uma das maiores do Brasil…

  1. Chaos
  2. Tartarus
  3. Days of Retributio
  4. Fragments
  5. wakeing my demons
  6. Gates of Oblivion
  7. An Hour of Wolves
  8. Gaia

Tr0ca rápida de palco, os anjos siameses ganham luz, embora já eram visiveis antes mesmo do show de abertura e tudo fica pronto para celebramos um disco que marcou uma caralhada de metaleiros, headbangers, true, o que for, uma capa agressiva, um som a época devastador e diferente que continua impactante até hoje…

Uma intro, até de certa forma estranha, com trechos de shows que acredito ser da voz do excelente vocal que gravou esse disco, “Paul Balloff“, para finalmente as luzes se apagarem e já iamos ver a décima terceira passagem da banda pelo nosso país contando as 2 vezes que a banda vem em 1998, e tudo vem abaixo com “Bonded by Blood“, e como é legal ver uma plateia inteira cantando refrão…e certeza que onde quer que esteja Baloff, ….deve ter pensado onde quer que esteja…, eu gravei isso e gostaria de estar naquele palco kkkk

Rob Dukes de volta a banda, e como é bom, ao mesmo tempo que vejo 2 vocalistas diferentes, não tem uma diferença grande , e o Exodus continua sendo o Exodus, e acho que isso faz a banda tão especial mesmo variando a voz, e a energia da música continua a mesma…

na sequencia mais 4 músicas deste album que faz aniversário sendo celebrado, com um puta desque para “Metal Command” , Dukes, agitando muito e sempre elogiando o como estava feliz em voltar a estar de frente ao público ,e “Iconoclasm” registrada por ele, em seu primeiro album com a banda foi a seguinte.

Presença de palco da banda é gigantesca, uma atitude, póstura, monstruosa, agitando e não deixando pedra sobre pedra, na sequencia veio a música que achei a surpresa da noite, “Blacklist“, sendo essa a mais cantada depois da faixa que abriu, e isso me espantou mesmo sabendo que ela é do Tempo of the Dammned, e essa foi pra mim o grande destaque, depois outra bela surpresa estreando na Tour “Fabulous Disaster” sempre sensacional… e finalmente voltamos ao Bonded com a fudida ” No Love“.

Show é brutal,  quem está lá não para um minuto, independete se esta na roda, indo fazer stage diving, batendo cabeça ou simplesmente movimentando o pescoço de acordo com a capacidade física do expectador… uma das mais pedidas, “Piranha” com a mudança na hora do setlist esva sendo muito pedida, e com os primeiros riffs, mais uma vez o Carioca tremeu, e todos cantando, em um outro momento que fica na mente… e ainda tivemos, Impaler, músicas do Kirk Hammet que não entrou no Bonded by Blood que o guitarrista tinha ido para o Metallica e depois registrada no Tempo of the Dammend, e sim tem uns toques de “Trapped Under Ace”, mas ai é uma resenha para outra ocasião.

Infelizmente já indo para o final, hora da brincadeira, afinal a música seguinte é um “clássico” do Exodus mas que ninguém pode levar a sério, e fizeram umas brincadeiras tocando um trecho primeiro de “Rainning Blood” e depois “Motorbreath” e depois sim, “Toxic Waltz” e o final com direito ao famoso “ole ole ole” de intro, e o final foi apoteótio co “Strikle to the beast”.

N. do  R.: Devido a ausencia do baixista Jack Gibson as primeiras 5 musicas e a parte final foi com Steve Brogden no baixo e teve a participação do baixista Gerson da Silva em várias faixas, e também teve a participação de Fabio Seterval, sendo esses 2 da banda tributo Funeral Blood.

Resumindo como acredito que entendem com o que leram acima, “foi avassalador o baguio” . Um show para ficar na História, com setlist perfeito, e uma plateia que agitou sem parar um segundos, e só podemos dizer uma coisa

EXODUS É FODA.

Bonded by Blood
Exodus
And Then There Were None
A Lesson in Violence
Metal Command
Iconoclasm
Blacklist
Fabulous Disaster
No Love
Deliver Us to Evil
Piranha
Brain Dead
Impaler
The Toxic Waltz
(“Raining Blood” and “Motorbreath” snippets)
Strike of the Beast

 

Categoria/Category: Review de Shows
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