Monster of Rock @ Allianz Park – São Paulo/SP (04/04/2026)
Postado em 06/04/2026


O Festival mais longínquo do Brasil apavora mais uma vez !!!

Resenha e Fotos: Tiago “Heavy Idea” Saad
Resenha: Marcos “bullino.Inc” Cesar

No último Sábado ocorreu no Allianz Park,  e sempre bom citar, pois sempre aparece as pessoas que não sabiam do show e gostariam de ir, um encontro de Monstros do Rock, onde lendas do estilo se encontra com novos nome em grande ascensão, que foi a opção da Mercury Concerts esse ano diferente do ano passado onde trouxe todos Monstros e já consagrados, e a melhor escolha de São Paulo sempre é o Allianz, que atende bem ao público de 45.000 fãs do melhor estilo de todos conhecido por Heavy Metal/Rock’n’Roll

Um Fest de quase 12 horas de show, o que fazer antes e por qual motivo vale chegar cedo, principalmente por alguns locais instagrameáveis onde alguns dão qualquer coisa de brinde que celebre a noite como um Totem do Cartaz do Festival que achei bem legal mesmo, fora tantos outras coisas como o Merchan, do Fest ou das bandas, que sempre vale a pena.

Em relação a comida o destaque vai para a cervejaria Eisenbahn que é uma marca de cerveja brasileira, fundada em 2002 em Blumenau (SC), reconhecida por seguir a Lei de Pureza Alemã, e foi um dos destaques e sempre patrocinando esse tipo de evento, e aos apreciadores, é saborosa e não algumas marcas duvidosa e americanas que uns amam outros odeiam, foi interessante e poderiam fazer algo ressaltando ao Fest como uma latinha ou coisa assim, afinal isso é muito colecionável como os próprios copos já tradicionais do Festival.

A comida no Festivalpelo menos não temos mais aquele único pão, taio, e salsicha, totalmente seco e apareceu mais opções mesmo que ainda caras, a gente mandou um arroz com costela mesmo afinal gordo, sem Monjauro tem fome e essa iguaria fez garantir a pança cheia por todo o Festival.

É meio estranho mas abaixo a foto desse PF, que vale o registo….

Agora que já viram nossa voltinha pelo rolê vamos aos Showss….

Jayler

Um dos nomes em alta no mundo do Rock , banda de rock britânica formada em 2022, e lembra muito o Led Zeppelin, e vamos deixar claro não há problema algum nisso, e já vemos esse papo desde os tempos do saudoso Kingdom Come, onde na época muitos pessoas que era a volta do Zepplein de Chumbo, e claro sempre é muito impressionante ver isso ao vivo com essa sonoridade, que sempre deixa os ouvidos muito satisfeitos com essa fusão peso, harmonia, com uma pitada de viagem…

Tanto é como para nós a banda era nova para a grande maioria e durante o show, não foi difícil ao nosso lado ver algumas rodas de amigos mandando a frase: “É a reencarnação do Led Zeppelin, Puta que o Pariu” e parece que o novo álbum da banda será lançado agora no dia 29 de maio, e para quem curte essa sonoridade, acompanhem a banda, e não vão se arrepender, e quem fica com aquele discurso idiota de internet, deixa de lado, que quem vai se divirtir com um bom Hard/Heavy é você, e não esses imbecis de Internet.

A influencia do Led é bem forte e até alguns trejeitos no palco são semelhantes, o que soa até normal, mas também sabemos que conforme a banda evoluir e amadurecer mais, isso será visto de uma forma mais original no que nesse primeiro show no Brasil…

Um show bem divertido e pelo o que eu percebi, público e banda curtiram bastante, e fez um aquecimento muito bom, e vale claro sempre citar que em determinado momento do show, o vocalista comentou com os integrantes que esse é o melhor público que eles já tiveram.

Um inicio perfeito e o show um reloginho conforme tempo informado pela produção.

Dirty Honey

Hora dos americanos do Dirty Honey subir ao palco, que vem feito um bom barulho literalmente, excursionando junto com nomes como o próprio Guns, The Who ,Black Crowes e tantos outros e também são dessa geração que recria a musicalidade setentista, mas nem por isso soa datado, embora eu sempre acho que fica um pouco datado, mas nem por isso é ruim…

Mesmo sendo um nome novo o público agitou bastante e até cantou junto alguns momentos, principalmente alguns refrões e com boa presença de palco , e claro como todo festival, ainda nesse horário o público no estádio era muito pequeno, e isso não fez a menor diferença a banda que desfilou suas músicas e alguns Hits..

O  Vocalista Marc LaBelle  desceu do palco e ficou no pit de fotos interagindo com o público durante a música “Don’t put out the fire??”  que mesmo sendo clichê demais esse tipo de interação, ao mesmo tempo, traz a plateia muito próximo a banda… e sempre é até engraçado nesses momentos ver algumas reações da galera, e  acho válido demais…

Claro que o final ficou com  “When I’m Gone” maior sucesso da banda e já era bem conhecida quando virou trilha sonora do filme Minecraft com o eterno Aquaman Jason Momoa, ou o eterno Khal Drogo (não lembramos se escreve assim) de Game of Thrones, sem contar que ele é um grande fã de rock/metal e talvez tenha indicado essa música aos produtores do filme, quem saberá a realidade nisso? Fato é que muitos cantaram a música juntos.

No geral, foi outro bom show pra quem curte o estilo e a baliza subindo, os “novos” nomes detonaram e agora viriam os Monstros…

Yngwie Malmsteen

Hora de ver a pessoa que certamente é uma das mais amadas e odiadas do Heavy Metal!

Já começou o show chamando atenção do público com seu solo sensacional, afinal em um estádio em palco bem maior dos que ele toca normalmente no Brasil, e começar com a clássica “Rising Force” ja ganha o público na hora, e tem aquilo manter um vocal/tecladista é legal, mas deixar ele de lado, soa algo como de Churrascaria mesmo embora ver o cara tocando é legal demais….principalmente a quem gosta de ver técnica, e virtuosismo, esse sueco literalmente sobra tudo nesse sentido.

A presença de palco do cara é absurda, toca demais, e tecnicamente e mais do que óbvio as performances do baixista, baterista e tecladista/vocalista , que fazem uma boa base pro Malmsteen brilhar com seus solos e ser o centro da apresentação como ele faz o seu show ser… Ah e obvio que tinha a parede de Marshall…

Definir o Show em uma palavra que chama atenção é que o baguio é fritação pura… sem parar… e quem gosta de atitude de show enérgico, dorme com tamanha quantidade de solos, e piruetas para músicos e não como o grande público…

Ele encaixou algumas coisas diferentes como ” Smoke on the water” onde ele inclusive foi o vocal,  e nesses raros momentos, tudo ficava diferente…. o refrão foi cantado pelo Allianz todo, claro, e acabou ficando um dos melhores momentos sem contar a primeira e última música  do set, que são da época com Soto nos vocais e sem dúvidas, quando Yngwie Malmsteen, entrou com os dois pés na porta fazendo música e muito barulho com qualidade fudida jamais vista na época.

Um músico genial, que se atualmente não faz mais o barulho e sucesso que fez no inicio de carreira, seja por qualidade dos músicas ou até pela fama que possui desde os tempos de Alcatrazz e acho que nesta parte seria muito legal, ele fazer, já que esta na moda uma Reunion com Jeff Scott Soto tipo cantando os 3 primeiros discos… já que Soto fez boa parte da Tour do Trilogy e seria algo muito bom de se ver e agradaria a todos…

Show morno onde todo mundo esperava mais….

Halestorm

Chegava a hora do Furacão!!!

A banda pisou no palco e já teve o público na mão desde o começo, e sem o menor exagero, até por não virem no Brasil desde o Maximus Festival, imagino, algo entre 10 anos, mais ou menos, e a pegada do som é diferente das demais bandas do cast e  pós Malmsteen , eu que deu uma agitada bem considerável no público voltando a se sentir parte do rolê e não apenas um simples telespectador que tem que bater palma e ficar feliz…

Destaque, óbvio que é  Lzzy Hale, a vocalista interagiu bastante com o público, frequentemente falando que ama o Brasil, fez todo o protocolo certinho, a banda é boa demais… e entrou bem pesado… e em poucos sentidos já era certamente o destaque do Festival e sabíamos disso….

O carisma da banda e a presença de palco deixa todo mundo empolgado, o som deles, é um pouco diferente, pesado demais para um hard e leva demais para um Heavy Metal, mas o mais engraçado foi ver muita gente cantando junto, inclusive o pessoal que está trabalhando vendendo bebidas, afinal a música é algo universal e todos deveriam curtir música….

Monster of Rock We are Halestorm“, como se precisasse se apresentar, e pedra foi derrubando pedra, uma avalanche, um show único e sensacional, e certamente eles deveriam ter tido um tempo maior nesse Fest, neste momento era disparado o melhor show até agora e os headliners teriam que se empenhar bem pra bater esse show… e vimos que eles podem muito bem ser um Headliner de um Fest desse porte no futuro e só dependem deles..

Música após música, a banda é um destaque puro, seja pela potência vocal, ou pelo carisma, ou pela qualidade técnica, a banda esbanja musicalidade e sobra atitude e se abrir a mente terá em mente que estamos assistindo uma das maiores bandas no futuro, mesmo tendo anos de experiência…

Extreme

A banda além de seu som trouxeram uma chuva passageira junto com o início do show, para molhar e tirar um pouco o suor do agito que o Halestorm fez, e a banda até que não tocava há pouco mais de 2 anos no Brasil, já que vieram no Best of Blues, mas agora no Monster, fizeram o show que literalmente esperamos deles…

A ligação deles com o Queen é fortíssima, seja por influência, seja por participações que até citaremos aqui… fizeram um Medley de We will Rock you antes de “Play with me” e sempre bom citar a banda agradecendo e as vezes conversando com o público e português mesmo, se aproveitando da nacionalidade do guitarrista e destaque do show, e jamais pensaria outra coisa, pois Nuno Bettencourt toca muito e toca fácil parecendo ser difícil…

Gary Cherone bastante com o público, chamando pra cantar junto e tal e sempre bem atendido, e uma coisa que é muito boa no extreme é que nos anos 90 dificilmente tocava “Hole Hearted” depois uma instrumental ao violão e mandam “More Than Words” que claro foi o ponto alto do show com muitos aplausos, um pouco de emoção de alguns e o Allianz Parque cantando junto em uníssono

O finalzinho do show, com Get the funk Out e Rise, terminaram um show muito bom, porém aquilo que lembramos o Halestorm, passou o carro… mas dizer que o Extreme foi mal, também não seria a realidade, que faz o mesmo tipo de show desde sua primeira passagem no Brasil.

O que achamos que faltou foi assim como no Hollywood Rock e eles surpreenderam o mundo tocando antes “Love of My Life”, e se tivessem feito isso aqui no Brasil teria ganhado um apelo emocional enorme e sendo em um Festival cairia perfeitamente.

Lynyrd Skynyrd

O Show mais emocional na noite, a banda símbolo dos Moto clube junto com o Creedance .

Um vídeo bem emocional, até pela historia da banda terminando com a frase “Their legacy lives on…” e quando o pau tora, parecia que ela o primeiro show da noite onde todo o público já estava animado e nessas horas vemos a força de um Monstro do Rock  fazendo jus ao seu legado, como na frase citada acima, e com pista e arquibancada cheias e cantando todas as músicas mesmo que muitas delas não sejam tão conhecidas…

Se não nos falha a memória, 3ª vez da banda no Brasil, SWU, Jaguariuna Rodeio Fest e agora sendo a primeira no Monsters of Rock. Vocal comentou que eles adoram o Brasil e deveriam vir mais vezes pra cá e claro todos gostaram pois ninguém ia reclamar… já que muitos pé de rato como diz um apresentador esportivo vem muito e ninguém liga  como se importaria com a vinda constante do Skynyrd.

Homenagem a Gary Rossington  foi feita na música ” Tuesday Gone” sendo bem Emocionante e vale lembrar que a viúva do guitarrista Dale Krantz Rossington é uma das backing vocals desde 1987. Depois da homenagem , que já foi emocionante, veio “Simple Man”, que derrubou muita gente, já que é um corte de instagram sobre rock mais divulgados que temos na nossa bolha de internet.

No telão, neste momento,  mostrou algumas pessoas nitidamente emocionadas, e certamente éramos uma delas, e novamente o Allianz Parque unido em uma só voz, e não posso esquecer de mencionar o carisma do pianista Peter Keys.

Estamos citando os momentos mais marcantes a nós, mas o Lynyrd poderia muito bem tem invertido com o Guns, mas duvido que Axl e companhia deixariam, mas o emocional foi similar ao The Who no mesmo Allianz.

“Sweet Home Alabama” levou o público do Monsters novamente ao delírio e outro coro durante a música toda e depois vieram com “Free Bird” pra encerrar o show. Após o bis e com novo destaque para a performance pro pianista. Outra música que foi cantada e agitada pelo público, enquanto passavam imagens antigas no telão.

Foda demais  e ficou difícil escolher o melhor show do Monsters. Halestorm ou Skynyrd? Será que o Guns vai conseguir superar? Lembrando que a maioria do público está usando camiseta do Guns, muitos até a caráter ao estilo do Axl, com lenço e tudo mas que a baliza estava no céu ah isso estava.

Guns ‘n’ Roses 

Um ano após a sua passagem, e vamos primeiro relembrar os anos que a banda veio, 1991: Estreia histórica no Rock in Rio II , 1992: Turnê Use Your Illusion , 2001: Rock in Rio III, com a nova formação de Axl Rose,  2010: Turnê p passando por várias cidades (Porto Alegre, SP, BH, Brasília, RJ), 2011, 2017 e 2022: Retornos marcantes, incluindo o Rock in Rio e o festival São Paulo Trip,  2022 Uma das turnês mais extensas da banda no Brasil, passando por dez cidades, 2025 e ao final desta ano passado,  já anunciando como Headliner nesta versão de 2026 no Monster of Rock, então temos a banda no Brasil pela décima vez e isso sempre é bom.

Chegam com o pé na porta, Guns iniciou o show com a clássica “Welcome to the Jungle” e o setlist foi feito para fãs não para quem quer ouvir as músicas “das Rádio roquenroll (errado de propósito mesmo) do Brasil varonil”, como Patience ou outra baladinha, o setlist no meu ponto foi no estomago, naquele que dói por não ter ido.

Os caras simplesmente mandaram , “Bad Obsession”,  “Rocket Queen” pela primeira vez nessa Turnê, “Dead Horse”, “Double Talkin’ Jive”, “Junior’s Eyes”
(Black Sabbath cover) também estreando na turnê, “New Rose” (The Damned cover)  com o Duff nos vocais substituindo Atitude, e principalmente “Bad Apples”
tocada a primeira vez desde 1991, então a banda caprichou nos lado B voltado aos fãs mesmo, que curtiram o tempo da era de ouro, e que tem muito material para ser tocado.

Confirmando todas as expectativas, Guns é quem a maioria veio ver. Até o pessoal que está trabalhando no evento deu uma paradinha pra ver um pouco do show. E também muita gente cantando e o ovacionando a banda no intervalo entre as músicas e normal ouvir que é a primeira vez que verá a banda, e isso o que importa, lembranças, momentos únicos no show.

A mas Axl Rose, não canta mais nada, … e qual o problema, curta a música com ele fazendo o que pode no seu melhor, com dedicação com uma presença de palco excelente, e se a voz, não lembra a época do “Apetite for Destruction” curta o momento, que esse show de 2026 foi único assim como outros e naquele moemnto você curtiu demais… a ultima banda ‘bad boy” está ai e faz vocÊ curtir e relembrar seu passado.

“You Could be mine” “Knockin on heaven’s door” talvez a mais ovacionada, até pelo sucesso que foi na época, e mais que óbvio fecharam com “Paradise City” e tirando muita gente do chão e com algumas pequenas rodas que se formaram perto da gente…

Isso é Rock’n” Roll e isso é Monstros do Rock.

Na saída o que não pode é o assalto dos Uber e Taxistas com preços na lua, mas pela cansaço e adrenalina, muita gente acaba sendo extorquida por essas pessoas.

Que venha Monster of Rock 2027!!!

 

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