{"id":36976,"date":"2018-10-12T17:19:36","date_gmt":"2018-10-12T20:19:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ailhadometal.com\/?p=36976"},"modified":"2018-10-12T17:19:36","modified_gmt":"2018-10-12T20:19:36","slug":"adair-daufembach-musica-ainda-e-minha-vida-e-eu-amo-isso-com-todas-as-minhas-forcas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ilhadometal.com.br\/manowar\/adair-daufembach-musica-ainda-e-minha-vida-e-eu-amo-isso-com-todas-as-minhas-forcas\/","title":{"rendered":"Adair Daufembach: &#8220;M\u00fasica ainda \u00e9 a minha vida e eu amo isso com todas as minhas for\u00e7as&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-36772\" src=\"http:\/\/imagens.ailhadometal.com\/2018\/09\/7000TONSOFMETAL_StaticWebBanner_728x90-1.jpg\" alt=\"\" width=\"728\" height=\"90\" \/><\/p>\n<p><strong>Adair Daufembach um dos nomes mais importante quando se fala em produ\u00e7\u00e3o ou mixagem da m\u00fasica Metal no mundo, segue firme com sua brilhante carreira nos Estados Unidos e com muito orgulho n\u00f3s do site A Ilha do Metal, fomos convidados a conversar com Adair mesmo com sua disputada agenda e falamos de tudo, desde realizar o sonho de viver com m\u00fasica, de morar na m\u00e1gica Los Angeles e trabalhar com os melhores e como tirar sempre seu m\u00e1ximo.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Com voc\u00ea a opini\u00e3o do produtor\u00a0Adair Daufembach sobre o trabalho da produ\u00e7\u00e3o\/mixagem musical.<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-36981\" src=\"http:\/\/imagens.ailhadometal.com\/2018\/10\/Adair-Daufembach-gravando-nova-video-aula-Aquiles-Priester-no-Harman-Experience-Center-Los-Angeles-CA.jpg\" alt=\"\" width=\"3992\" height=\"5976\" \/><\/p>\n<p><strong>A Ilha do Metal \u2010)<\/strong> <strong>Oi\u00a0Adair, bem vindo ao site A Ilha do Metal, hoje voc\u00ea uma refer\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o, mas como foi seu\u00a0inicio de carreira, seus primeiros trabalhos e quando percebeu que realizava um\u00a0trabalho diferenciado?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Adair Daufembach &#8211; )<\/strong> Eu comecei gravando em Crici\u00fama, Santa Catarina. Uma cidade que \u00e9 um excelente celeiro de bandas. \u00c9 incr\u00edvel como uma cidade com 200 mil habitantes pode ter tantas bandas t\u00e3o boas. Isso ajudou muito no meu in\u00edcio, porque o produtor \u00e9 o cara que faz algo ficar melhor, mas se a m\u00fasica n\u00e3o \u00e9 boa na fonte a gente n\u00e3o faz m\u00e1gica (risos). Eu n\u00e3o tinha equipamento nenhum e compensava tudo com trabalho, a minha ideia era fazer com que a m\u00fasica e a performance das bandas fosse a melhor poss\u00edvel j\u00e1 que em termos t\u00e9cnicos eu tinha muitas limita\u00e7\u00f5es. Isso modelou a minha forma de produzir muito positivamente.<\/p>\n<p>Eu reparei que o meu trabalho realmente tinha algo especial primeiramente quando bandas de todos os lugares de Santa Catarina come\u00e7aram a ir para Crici\u00fama gravar comigo. Num segundo momento, foi quando eu estava na Alemanha acompanhando a mixagem do primeiro disco que eu gravei com o <strong>Hangar<\/strong>, &#8220;<strong>Infallible&#8221;<\/strong>. Quem mixou aquele disco foi o <strong>Tommy Newton<\/strong> (<strong>Helloween, Ark<\/strong> e <strong>Gamma Ray<\/strong>) um cara super experiente, com um curr\u00edculo incr\u00edvel. Eu lembro bem que eu j\u00e1 estava preparado para levar v\u00e1rios pux\u00f5es de orelha pela grava\u00e7\u00e3o que eu tinha feito (afinal, ele ia mixar um disco inteiro que eu havia gravado). Por\u00e9m, num determinado momento da mix, nos primeiros dias, ele me falou: &#8220;voc\u00ea \u00e9 muito talentoso, voc\u00ea fez um excelente trabalho&#8221;. Definitivamente a partir daquele dia eu comecei a acreditar mais em mim.<\/p>\n<p><strong>A Ilha do Metal \u2010) Voc\u00ea usa muitos plugins, por\u00e9m, principalmente no Rock, muitas\u00a0refer\u00eancias das pessoas querem uma grava\u00e7\u00e3o quase que 100% anal\u00f3gica como se usasse\u00a0apenas os gravadores de rolo, digamos, assim, ent\u00e3o pergunto, como v\u00ea essa diferen\u00e7a\u00a0das pessoas que presam mais para o tocar mesmo, e bandas novas com muita coisa\u00a0adicional realizado ap\u00f3s a grava\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Adair Daufembach &#8211; ) <\/strong>Eu acho que isso depende do estilo da banda. Tem bandas que quanto mais moderno e perfeito voc\u00ea faz, mais feio fica. Enquanto outras, quantos mais old school e solto mais estranho vai ficando. \u00c9 por isso que um produtor \u00e9 t\u00e3o importante no processo, principalmente um que entenda a filosofia da banda. Nem sempre a banda por si s\u00f3 sabe a melhora dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-36979\" src=\"http:\/\/imagens.ailhadometal.com\/2018\/10\/Adair-Daufembach-com-Tony-MacAlpine-na-mixagem-do-disco-Concrete-Gardens-Altadena-CA-2015.jpg\" alt=\"\" width=\"3264\" height=\"2448\" \/><\/p>\n<p><strong>A Ilha do Metal \u2010) Voc\u00ea \u00e9 respons\u00e1vel por dois grandes \u00e1lbuns que tenho ouvido muito, Project46, com\u00a0o \u00e1lbum Tr3s e o Maestrick com o maravilhoso Expresso Della Vitta Solare, e ambas\u00a0bandas s\u00e3o de estilos bem diferentes, como \u00e9 para um profissional atuar com estilos\u00a0t\u00e3o distintos e conseguir um resultado t\u00e3o bom. Ent\u00e3o a pergunta \u00e9 Qual seu papel\u00a0para transformar um talento bruto em um diamante?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Adair Daufembach &#8211; )\u00a0<\/strong>Cara fico feliz em falar disso. Esses s\u00e3o dois dos trabalhos mais especiais que eu j\u00e1 fiz. O <strong>Project46<\/strong> \u00e9 uma banda de um estilo mais moderno e eu aprendi a produzir e trabalhar com esse tipo de som ao longo dos anos, quando virei profissional. Enquanto que o <strong>Maestrick<\/strong>, \u00e9 uma banda que remete as minhas ra\u00edzes ent\u00e3o eu s\u00f3 tive que visitar o meu passado para faz\u00ea-la (risos). Gostei tanto das m\u00fasicas deles que eu literalmente (\u00f3 a cara de pau) me ofereci para gravar as guitarras do disco, j\u00e1 que a banda estava sem guitarrista. Gravei e sou muito orgulhoso do trabalho.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 uma caracter\u00edstica legal da minha forma de trabalhar. Como eu comecei tocando guitarra em bandas de v\u00e1rios estilos, Prog, Powermetal, Trash e at\u00e9 Fusion, eu tenho esse background mais t\u00e9cnico e old shool por causa dessa \u00e9poca. Quando me tornei profissional fui procurado por v\u00e1rias bandas de metal moderno super agressivas, estudei o estilo e passei a gostar tamb\u00e9m. Por causa disso hoje pra mim \u00e9 f\u00e1cil trabalhar com diferentes vertentes do metal.<\/p>\n<p>\u00c9 muito legal que as vezes eu tamb\u00e9m acabo inserindo elementos de um estilo no outro. Por exemplo no <strong>Fortress<\/strong>, que era uma banda com ra\u00edzes mais mel\u00f3dicas, a gente colocou o <strong>Dijjy<\/strong> da <strong>Ponto Nulo<\/strong> fazendo umas partes meio rap e guturais, ficou sensacional. Tamb\u00e9m aconteceu com a <strong>Semblant<\/strong> que eu lembro de ter sugerido v\u00e1rias mudan\u00e7as em v\u00e1rios riffs e partes para que o \u00c1lbum soasse mais &#8220;metal moderno&#8221;. No \u00faltimo disco do <strong>Project46<\/strong>, por exemplo, tem partes com muitos backing vocals em que eu fiz a harmoniza\u00e7\u00e3o toda deles, algo que veio l\u00e1 dos tempos de metal mel\u00f3dico. \u00c9 muito divertido, amo demais o que fa\u00e7o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-36990\" src=\"http:\/\/imagens.ailhadometal.com\/2018\/10\/Show-de-Lan\u00e7amento-_Death-of-Roses_-Tony-MacAlpine-no-Whisky-a-Go-Go.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"810\" \/><\/p>\n<p><strong>A Ilha do Metal \u2010)<\/strong> <strong>Eu acredito muito na qualidade e determina\u00e7\u00e3o do brasileiro e voc\u00ea \u00e9 mais um\u00a0\u201ccase de sucesso\u201d devido ao sucesso que chegou e para muitas bandas a nossa Geografia\u00a0atrapalha muito, mesmo com o talento, e hoje voc\u00ea trabalha com pessoas e chama\u2010os de\u00a0amigos ou clientes, pessoas que eram seus \u00eddolos. Como foi para voc\u00ea o primeiro\u00a0trabalho com um \u00eddolo, qual foi seu desafio?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Adair Daufembach &#8211; )\u00a0<\/strong>O meu primeiro trabalho com um \u00eddolo foi com o <strong>Aquiles Priester<\/strong> em 2008. Eu era muito f\u00e3 do trabalho dele e eu lembro que a \u00fanica coisa que eu pensava era controlar a ansiedade e n\u00e3o perder a oportunidade de mostrar o meu potencial por causa do nervosismo. Tinha que manter o foco e n\u00e3o cometer nenhum erro. Acredito que funcionou, pois trabalhamos at\u00e9 hoje (risos).<\/p>\n<p>Com o <strong>Tony<\/strong> foi a mesma coisa, quando eu recebi os arquivos dele do EMGtv (meu primeiro trabalho com ele) eu estava transbordando de alegria. Eu lembro de eu apertando play e ouvindo a guitarra dele solada, eu comemorava dentro do est\u00fadio como se eu tivesse feito um gol (risos). Por\u00e9m isso \u00e9 uma energia que \u00e9 necess\u00e1rio conter. Eu n\u00e3o podia cometer erros novamente. Eu fiquei 4 dias fazendo a mixagem de uma m\u00fasica apenas. Quando eu mandei a m\u00fasica n\u00e3o teve praticamente nenhuma modifica\u00e7\u00e3o na mix. Novamente, acredito que deu certo, pois tamb\u00e9m estou trabalhando com ele at\u00e9 hoje (risos).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-36987\" src=\"http:\/\/imagens.ailhadometal.com\/2018\/10\/Adair-Daufembach-no-seu-est\u00fadio-em-Los-Angeles-02.jpg\" alt=\"\" width=\"5472\" height=\"3648\" \/><\/p>\n<p><strong>A Ilha do Metal \u2010)<\/strong> <strong>Vamos as perguntas de fofoca&#8230;..claro que numa escala menor, at\u00e9 n\u00f3s como\u00a0imprensa, muitas vezes se decepcionam com m\u00fasicos ou artistas, naquilo de idealizar\u00a0um profissional e conhecer apenas a obra e n\u00e3o a pessoa, voc\u00ea j\u00e1 teve surpresa com\u00a0algum m\u00fasico que encontrou dificuldades n\u00e3o esperadas, n\u00e3o pelo \u201cego\u201d, mas pelo ser\u00a0humano \u201cser dif\u00edcil\u201d e como foi superar esse conv\u00edvio?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Adair Daufembach &#8211; )<\/strong> \u00c9 engra\u00e7ado que isso \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o que existe, claro, mas eu me adapto. Acho que a principal fun\u00e7\u00e3o do produtor \u00e9 justamente se moldar ao artista e, obviamente, \u00e0 personalidade dele para conseguir fazer ele render. Tem m\u00fasicos que nunca v\u00e3o ter um bom desempenho em est\u00fadio se voc\u00ea n\u00e3o falar firme com eles, enquanto outros precisam ter a sensa\u00e7\u00e3o de controle e n\u00e3o podem ser afrontados, sen\u00e3o tamb\u00e9m v\u00e3o perder o equil\u00edbrio. Ent\u00e3o, sim, h\u00e1 v\u00e1rios m\u00fasicos assim, mas me adapto e sigo em frente.<\/p>\n<p><strong>A Ilha do Metal \u2010)<\/strong> <strong>Na data de hoje, a m\u00fasica \u00e9 descart\u00e1vel, e isso claro que veio pelos \u201cfamigerados downloads\u201d ilegais, e com isso o ramo do entretenimento musical mudou todo seu\u00a0conceito, e vejo com as voltas dos vinis, que continuam crescendo mas passou a febre\u00a0de s\u00f3 edi\u00e7\u00f5es especiais e mais caras, e voltamos ao normal, voc\u00ea acredita na volta da\u00a0m\u00eddia f\u00edsica?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Adair Daufembach &#8211; )<\/strong> N\u00e3o acredito na volta da m\u00eddia f\u00edsica com a for\u00e7a que ele teve nas d\u00e9cadas de 70, 80 e 90, porque n\u00e3o acho que os jovens que aprenderam a ouvir m\u00fasica no celular teriam a paci\u00eancia de ouvir m\u00fasica sentado na frente de um som ou ainda carregar um Diskman. O streaming \u00e9 a nova forma que as pessoas ouvem m\u00fasica e se isso mudar n\u00e3o seria para a m\u00eddia f\u00edsica. Acho que o streaming \u00e9 uma ideia \u00f3tima, s\u00f3 que ainda n\u00e3o funciona. Porque paga muito mal e ainda por cima n\u00e3o consegue ter lucro. Esse assunto me tira o sono e me irrita muito.<\/p>\n<p><strong>A Ilha do Metal \u2010)\u00a0Ai nos Estados Unidos, o que v\u00ea de diferente no mercado musical, comparado ao que tinha no Brasil? Eu penso muito na grana investida pela banda ou gravadora, que nada\u00a0se faz sem marketing, como um produtor v\u00ea essa diferen\u00e7a?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Adair Daufembach &#8211; )<\/strong> O mercado americano tamb\u00e9m est\u00e1 em crise, s\u00f3 que a diferen\u00e7a \u00e9 que a Economia do Pa\u00eds \u00e9 muito melhor. O fato de ser tornado mais dif\u00edcil ganhar dinheiro com m\u00fasica, para o americano n\u00e3o significa que eles precisam parar de fazer m\u00fasica, porque com qualquer emprego os membros de uma banda conseguem segurar as contas at\u00e9 que um dia a banda aconte\u00e7a ou n\u00e3o. No Brasil isso \u00e9 invi\u00e1vel, existe um limite, pois somente as pessoas que tem muita grana vindo de um outro neg\u00f3cio v\u00e3o conseguir manter a banda mesmo que ela n\u00e3o ganhe dinheiro nenhum, ou seja, pouqu\u00edssimos. J\u00e1 vi acontecer v\u00e1rias vezes essa situa\u00e7\u00e3o de um membro de uma banda abandonar a m\u00fasica simplesmente porque n\u00e3o tinha como segurar as despesas da sua vida. Quando n\u00e3o se tem dinheiro para viver n\u00e3o h\u00e1 muito espa\u00e7o para sonhos.<\/p>\n<p><strong>A Ilha do Metal \u2010)<\/strong> <strong>E voltemos as fofocas&#8230;. que mudou no \u201cgostar de m\u00fasica\/banda\u201d depois que passou a atuar profissionalmente com produ\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Adair Daufembach &#8211; )\u00a0<\/strong>M\u00fasica ainda \u00e9 a minha vida e eu amo isso com todas as minhas for\u00e7as. O que mudou \u00e9 como eu fa\u00e7o isso o dia inteiro eu n\u00e3o consigo terminar um dia de 10 horas de mixagem e chegar em casa e ligar um Slipknot para ouvir (risos). Tanto que eu j\u00e1 comprei v\u00e1rias brigas com a minha mulher por causa disso (risos). Ela adora ir em bar com m\u00fasica ao vivo e para mim \u00e9 impens\u00e1vel ir para um lugar com m\u00fasica alta depois de 10 horas ouvindo m\u00fasica o dia inteiro (risos).<\/p>\n<p>O que n\u00e3o mudou \u00e9 o sentimento de ser aben\u00e7oado por trabalhar com o que amo.<\/p>\n<p>\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil (risos). Algumas vezes quando \u00e9 um show que eu quero ver muito eu vou mesmo que tenha gravado 12 horas. Ainda bem que esse tipo de coisa ainda n\u00e3o mudou. Isso aconteceu com um show do <strong>Satriani<\/strong> que eu fui em S\u00e3o Paulo em 2015, eu estava mo\u00eddo das grava\u00e7\u00f5es daquela semana e ainda assim eu fui e foi o melhor show da minha vida.<\/p>\n<p><strong>A Ilha do Metal \u2010)<\/strong> <strong>Com a crise no Brasil muitos sonham em trabalhar fora, voc\u00ea sentiu algum\u00a0preconceito, seja no ato do trabalho ou no viver ai em Los Angeles?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Adair Daufembach &#8211; )<\/strong> O povo da Calif\u00f3rnia \u00e9 super educado e gentil esse lugar \u00e9 especial realmente, mas com a mudan\u00e7a do Obama para o Trump j\u00e1 come\u00e7amos a sentir algumas farpas de alguns americanos quando sa\u00edmos em restaurantes e lojas. Isso era algo que n\u00e3o acontecia nunca, mas hoje alguns deles quando percebem o sotaque de fora fecham a cara e atendem com muito mal humor.<\/p>\n<p><strong>A Ilha do Metal \u2010)<\/strong> <strong>A pergunta de dar inveja, qual a melhor coisa e pior coisa de viver em Los\u00a0Angeles, seja profissional ou pessoal&#8230; nos mate de inveja..<\/strong><\/p>\n<p><strong>Adair Daufembach &#8211; )<\/strong> A facilidade das coisas nos Estados Unidos \u00e9 maravilhoso. Ter acesso as coisas que eu gosto, ter v\u00e1rios shows sempre acontecendo na cidade, poder comprar equipamentos que antes eram impens\u00e1veis s\u00e3o coisas incr\u00edveis. O problema, um pouco, \u00e9 a comida (papo de gordo, risos). Depois de 3 anos aqui j\u00e1 acostumamos com a comida local e descobrimos v\u00e1rios lugares \u00f3timos para comer, mas comida brasileira \u00e9 a melhor do mundo. S\u00e3o Paulo com certeza \u00e9 o melhor lugar do planeta para se comer.<\/p>\n<p><strong>A Ilha do Metal \u2010)<\/strong> <strong>Muito obrigado, desculpe algo, mas o espa\u00e7o \u00e9 seu, sinta\u2010se a vontade para\u00a0enviar uma mensagem aos brasileiros iniciando na carreira e que certamente curtiram\u00a0todas suas dicas.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Adair Daufembach &#8211; )<\/strong> Muito obrigado pela\u00a0entrevista, adorei as perguntas e espero ter de alguma forma ajudado quem est\u00e1 come\u00e7ando na produ\u00e7\u00e3o musical ou mesmo quem apenas aprecia m\u00fasica a entender como funcionam os bastidores. Muita gente sempre pede dicas sobre como se tornar um profissional do \u00c1udio ent\u00e3o gostaria de falar sobre isso. A coisa mais importante para se tornar um profissional do \u00c1udio hoje \u00e9 a pr\u00e1tica e o conv\u00edvio com bandas em est\u00fadio. Nenhuma faculdade ou curso online vai te ensinar a lidar com os problemas de ordem pessoal e psicol\u00f3gica que ocorrem durante o processo de grava\u00e7\u00e3o. Um produtor tem que saber a parte t\u00e9cnica e tamb\u00e9m a parte humana da profiss\u00e3o. Quero muito espalhar essa ideia, obrigado pelo espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Valeu galera!<\/p>\n<p>Daufembach Studio<br \/>\nLos Angeles &#8211; CA<\/p>\n<p><strong>N da R: Agradecimento ao Vini Castellani (Project46) por todo meio de campo na entrevista<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Adair Daufembach um dos nomes mais importante quando se fala em produ\u00e7\u00e3o ou mixagem da m\u00fasica Metal no mundo, segue firme com sua brilhante carreira nos Estados Unidos e com muito orgulho n\u00f3s do site A Ilha do Metal, fomos convidados a conversar com Adair mesmo com sua disputada agenda e falamos de tudo, desde [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":36982,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[3168],"class_list":["post-36976","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-adair-daufembach"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ilhadometal.com.br\/manowar\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36976","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ilhadometal.com.br\/manowar\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ilhadometal.com.br\/manowar\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ilhadometal.com.br\/manowar\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ilhadometal.com.br\/manowar\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36976"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ilhadometal.com.br\/manowar\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36976\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ilhadometal.com.br\/manowar\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ilhadometal.com.br\/manowar\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36976"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ilhadometal.com.br\/manowar\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36976"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ilhadometal.com.br\/manowar\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36976"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}