{"id":37548,"date":"2018-12-07T14:47:21","date_gmt":"2018-12-07T16:47:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ailhadometal.com\/?p=37548"},"modified":"2018-12-07T14:47:21","modified_gmt":"2018-12-07T16:47:21","slug":"shaman-hub-rio-de-janeiro-rj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ilhadometal.com.br\/manowar\/shaman-hub-rio-de-janeiro-rj\/","title":{"rendered":"Shaman @ HUB &#8211; Rio de Janeiro\/RJ (02\/12\/2018)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-37551\" src=\"http:\/\/imagens.ailhadometal.com\/2018\/12\/MG_4458.jpg\" alt=\"\" width=\"1296\" height=\"864\" \/><\/p>\n<p>Texto e foto por Luis \u201ccarlinhos\u201d Carlos<\/p>\n<p>Anunciada a volta do Shaman em sua forma\u00e7\u00e3o mais cl\u00e1ssica, a expectativa era\u00a0a de que seus shows correspondessem a altura das grandes apresenta\u00e7\u00f5es que fizeram no\u00a0passado e tive a oportunidade de assistir mais de uma vez, assim como lan\u00e7amento ode<br \/>\ndois discos que agradaram em cheio os f\u00e3s. Ainda que o segundo, \u201cReason\u201d, n\u00e3o tenha\u00a0sido t\u00e3o compreendido pela simplicidade intencional de quem queria ir contra a tudo\u00a0que a banda fez em seu primeiro disco, o aclamado \u201cReason\u201d.\u00a0Al\u00e9m do baterista Ricardo Confessori, baterista e \u00fanico m\u00fasico que tocou em\u00a0todos os discos da banda, o grupo contou com a volta do sumido Luis Mariutti, m\u00fasico\u00a0que tamb\u00e9m tocou com seu irm\u00e3o Hugo na carreira solo do Andre Matos. A exce\u00e7\u00e3o de\u00a0Hugo, todos os integrantes fizeram parte do Angra, onde inclusive Confessori voltou a\u00a0tocar por um tempo e j\u00e1 saiu. Andre faz uma apresenta\u00e7\u00e3o aqui e ali em uma carreira\u00a0solo que eu n\u00e3o sei para onde foi e para onde vai agora, e Hugo, guitarrista, que anda\u00a0divulgando um projeto solo muito bacana e com uma sonoridade mais pop. Vale a pena\u00a0conferir. Confessori tem feitos diversos workshop e tocado com o Massacration. Se essa\u00a0reuni\u00e3o do Shaman vai render algum disco novo isso ningu\u00e9m sabe ainda, mas de fato,\u00a0o que se viu em cima do palco foi uma banda se divertindo bastante, inclusive, com a\u00a0falha no som quando seu convidado mais ilustre, Marcus Viana, tentou tocar seu<br \/>\nviolino. Segundo Marcus, \u201cEm seu planeta isso n\u00e3o aconteceria porque a energia \u00e9\u00a0outra\u201d. Que bom que ele acabou conseguindo, afinal, assistir esse cara tocando \u00e9 um\u00a0privil\u00e9gio.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-37550\" src=\"http:\/\/imagens.ailhadometal.com\/2018\/12\/MG_4411.jpg\" alt=\"\" width=\"864\" height=\"1296\" \/><\/p>\n<p>A banda fez uma apresenta\u00e7\u00e3o onde a impress\u00e3o que ficou para mim foi a de que\u00a0foram feitos dois shows em uma mesma noite, pois tocaram os dois primeiros \u00e1lbuns na\u00a0\u00edntegra, mas, a energia para cada um deles foi diferente. A primeira parte do show foi<br \/>\ncom o \u201cReason\u201d, segundo disco, e o que de fato se mostrou uma decis\u00e3o acertada, pois\u00a0apesar de ser um bom disco, ele n\u00e3o causa tanto impacto quanto o primeiro trabalho e\u00a0fechar a apresenta\u00e7\u00e3o com ele acabaria n\u00e3o funcionando t\u00e3o bem. As primeiras m\u00fasicas<br \/>\ncaptaram bem a energia de um p\u00fablico que encheu a casa para assisti-los, e a for\u00e7a de\u00a0um disco que realmente se mostra mais potente em suas primeiras faixas, como a\u00a0can\u00e7\u00e3o que d\u00e1 nome ao disco, \u201cTurn Away\u201d, a bel\u00edssima balada \u201cInnocence\u201d, a minha\u00a0preferida \u201cScarred Forever\u201d, e at\u00e9 mesmo o cover do Sisters of Mercy \u201cMore\u201d. Depois\u00a0disso o show continua sendo bom, mas percebe-se uma \u201cbaixada de bola\u201d do p\u00fablico\u00a0com as can\u00e7\u00f5es seguintes. S\u00f3 recuperada mesmo na faixa que encerra o disco, \u201cBorn to\u00a0Be\u201d. Foi inten\u00e7\u00e3o na \u00e9poca a de fazer um disco mais cru, mais diret\u00e3o do jeito deles,\u00a0mas infelizmente os resultados comerciais de \u201cReason\u201d n\u00e3o foram t\u00e3o bons quanto o Ritual, primeiro disco.<\/p>\n<p>O tel\u00e3o privilegiou imagens da banda compondo e gravando o \u201cReason\u201d.\u00a0Imagens que eu saiba, at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9ditas. Depois de um pequeno intervalo, a banda\u00a0voltou ao palco e agora com o jogo ganho de vez, j\u00e1 que executariam \u201cRitual\u201d, primeiro\u00a0e mais aclamado disco do grupo. De cabo a rabo n\u00e3o faltou a empolga\u00e7\u00e3o de um p\u00fablico\u00a0que se abra\u00e7ava e cantava bem alto, entoando um coro enorme, principalmente nos\u00a0refr\u00e3os das m\u00fasicas. Fica at\u00e9 f\u00e1cil para um disco que eu considero um cl\u00e1ssico do Metal\u00a0Brasileiro e como realmente n\u00e3o ser diante de can\u00e7\u00f5es que fazem parte dele como \u201cHere\u00a0I Am\u201d, \u201cFor Tomorrow\u201d, onde Andre Matos confidenciou que foi aqui no RJ que eles\u00a0viram que a banda estava crescendo de vez. Relembrando que no come\u00e7o do show,\u00a0Andre Matos dava um depoimento dizendo sobre in\u00edcio e fim, de um fim ser um in\u00edcio,\u00a0etc.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que al\u00e9m de maestro \u00e9 profeta? Vai saber&#8230;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-37549\" src=\"http:\/\/imagens.ailhadometal.com\/2018\/12\/MG_4343.jpg\" alt=\"\" width=\"1296\" height=\"864\" \/><\/p>\n<p>Enfim, foram cl\u00e1ssicos atr\u00e1s de cl\u00e1ssicos. \u201cOver your Head\u201d, Blind Spell, e a\u00a0m\u00fasica mais popular e fofa do grupo: \u201cFairy Tale\u201d. Antes dela, um pequeno solo de\u00a0Andre Matos, que inclusive, se manteve bem calado durante a apresenta\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que\u00a0comumente fala bastante durante seus shows. Gra\u00e7as a Deus. Ou ao Xam\u00e3. Hugo\u00a0Mariutti \u00e9 um show \u00e0 parte, toca bem e tem uma presen\u00e7a de palco incr\u00edvel. Luis, seu\u00a0irm\u00e3o e baixista do grupo, \u00e9 o sil\u00eancio em pessoa. Pouco fala e sorri durante o show,\u00a0mas \u00e9 o seu jeito, longe de ser um cara antip\u00e1tico. Toca muito. As pessoas se divertem\u00a0com o apelido que deram para ele: \u201cJesus\u201d. Confessori, baterista, estava l\u00e1 fazendo sua<br \/>\nparte e tocando muito bem como sempre. Inclusive, no final da apresenta\u00e7\u00e3o, diante dos\u00a0agradecimentos do p\u00fablico, um abra\u00e7o em Andre Matos, para mostrar de vez que a paz\u00a0permanece no grupo e d\u00e1 a esperan\u00e7a de dias melhores. Quem sabe a de novas<br \/>\ncomposi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Apresenta\u00e7\u00e3o inesquec\u00edvel e brilhante!<\/p>\n<p>A abertura do evento ficou por conta do Rec\/All, banda carioca liderada por\u00a0Rodrigo Rossi. Fizeram uma apresenta\u00e7\u00e3o curt\u00edssima, mostrando algumas m\u00fasicas do\u00a0seu trabalho e alguns covers como \u201cCemetery Gates\u201d do Pantera e \u201cAngels and Demons\u00a0do Angra, m\u00fasica que faz parte do disco Temple of Shadows, disco j\u00e1 gravado com o\u00a0vocalista Edu Falaschi. Quem esperava a presen\u00e7a dos integrantes do Angra no palco\u00a0n\u00e3o viu os caras, j\u00e1 que a banda se apresentava no mesmo dia em Salvador. Marcelo e\u00a0Felipe, respectivamente guitarrista e baixista do Angra, fazem parte do Rec\/All. O show\u00a0come\u00e7ou com atraso e talvez isso tenha encurtado ainda mais o set de quem geralmente\u00a0j\u00e1 n\u00e3o tem muito tempo de palco ao se tratar de uma banda de abertura. Ainda mais se<br \/>\ncontar com uma introdu\u00e7\u00e3o longa e chata que tiveram e um som de palco (pelo menos\u00a0para o p\u00fablico) onde no come\u00e7o pouco se ouvia a guitarra. Foram conquistando o\u00a0p\u00fablico aos poucos, Rossi, o vocalista, tem carisma de sobra para isso. \u00c9 uma boa banda<br \/>\nat\u00e9, mas que para mim parece no m\u00e1ximo esfor\u00e7ada diante de composi\u00e7\u00f5es bem\u00a0trabalhadas do estilo, mas, que sempre v\u00e3o me remeter a um tipo de \u201cdeja vu\u201d de grupos\u00a0similares a eles. Falando desse tipo de som, a trilha sonora do evento com todas aquelas<br \/>\nbandas mel\u00f3dicas estava me dando nos nervos. Tudo bem, talvez eu estivesse no lugar\u00a0errado, n\u00e3o eles. O show contou ainda com a participa\u00e7\u00e3o de Luiz Syren, vocalista da\u00a0banda Syren, que segundo Rossi, foi seu primeiro professor. Brincadeiras aqui e ali<br \/>\nentre amigos e uma participa\u00e7\u00e3o que entrou e saiu desapercebida para um p\u00fablico\u00a0curioso. Bandas de abertura precisam aprender de vez que estar em um palco de um\u00a0show grande n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de estar ali para se sentir agradecida por isso, mas, a de\u00a0que tem que subir no palco e simplesmente detonar suas m\u00fasicas. Se n\u00e3o souber dosar\u00a0bem esses agradecimentos, acaba sobrando muita bajula\u00e7\u00e3o para pouco objetivo em\u00a0discursos que soam mec\u00e2nicos demais para a ocasi\u00e3o. Soa bonito, mas cansativo.<\/p>\n<p>Enfim, se encerrava ali uma maratona de shows que as produtoras tiveram nessa\u00a0semana. Por sinal, vencedoras demais. Escreveram sua hist\u00f3ria na cena local e o p\u00fablico\u00a0parece ter entendido o recado, e o comprometimento de toda produ\u00e7\u00e3o, que al\u00e9m de\u00a0serem bem profissionais, \u00e9 formada por pessoas que realmente amam o estilo como se\u00a0fossem f\u00e3s, e realmente s\u00e3o. Estando as produ\u00e7\u00f5es e o p\u00fablico de comum acordo, nada\u00a0pode dar errado por aqui e precisamos entender que n\u00e3o basta s\u00f3 reclamar, e pior, se\u00a0dividir por quest\u00f5es extras musicais. S\u00f3 quem curte o estilo vai ganhar com isso no\u00a0final. A casa de show \u00e9 boa, por\u00e9m, um pouco isolada e necessitando ainda de algumas\u00a0reformas para se alinhem com eventos grandiosos como esses. Longa vida ao Metal !<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto e foto por Luis \u201ccarlinhos\u201d Carlos Anunciada a volta do Shaman em sua forma\u00e7\u00e3o mais cl\u00e1ssica, a expectativa era\u00a0a de que seus shows correspondessem a altura das grandes apresenta\u00e7\u00f5es que fizeram no\u00a0passado e tive a oportunidade de assistir mais de uma vez, assim como lan\u00e7amento ode dois discos que agradaram em cheio os f\u00e3s. 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