{"id":7384,"date":"2012-03-08T20:15:49","date_gmt":"2012-03-08T22:15:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ailhadometal.com\/?p=7384"},"modified":"2012-03-08T20:15:49","modified_gmt":"2012-03-08T22:15:49","slug":"mulheres-do-rock-livro-conta-historia-do-rock-brasiliense-sob-a-otica-feminina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ilhadometal.com.br\/manowar\/mulheres-do-rock-livro-conta-historia-do-rock-brasiliense-sob-a-otica-feminina\/","title":{"rendered":"Mulheres do Rock: livro conta hist\u00f3ria do rock brasiliense sob a \u00f3tica feminina"},"content":{"rendered":"<p>Escrito por figuras atuantes dos primeiros passos do rock de Bras\u00edlia, o livro \u201cMulheres do Rock \u2013 O rock do DF e do Entorno sob o ponto de vista feminino\u201d foi uma iniciativa de Fellipe CDC (Death Slam e Terror Revolucion\u00e1rio) e Tomaz Andr\u00e9 (Zine Oficial) e re\u00fane mem\u00f3rias e reflex\u00f5es de seis mulheres envolvidas com a cena rock no Distrito Federal. S\u00e3o elas: Alice Gabriel, baterista do Gulag; Ludmila Gaudad, do Estamira; Andr\u00e9a Tormentor, ex-vocalista do Valhala; Bianca Martim, ex-Bulimia e Pulso e atual baixista do Rebel Shot Party; Rosane \u201cZane\u201d Galv\u00e3o, baixista do Flammea; e M\u00e1rcia Priscila, colaboradora do festival Headbanger&#8217;s Attack.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/imagens.ailhadometal.com\/2012\/01\/mulheres.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7385\" src=\"http:\/\/imagens.ailhadometal.com\/2012\/01\/mulheres.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"526\" \/><\/a><br \/>\nO lan\u00e7amento \u00e9 datado de setembro de 2010 e suas 160 p\u00e1ginas compartilham com o leitor um pouco da hist\u00f3ria do rocker candanga a partir dos anos 80, al\u00e9m da experi\u00eancia feminina no underground daqueles anos at\u00e9 nossos dias. Mesmo espalhadas pelas diversas cenas, do punk ao metal, as hist\u00f3rias das seis autoras se cruzam em diferentes \u00e9pocas e em locais j\u00e1 n\u00e3o existentes da cidade, outrora pontos de encontro de f\u00e3s do estilo. \u201cDescobri na 109 Sul, o Bar do Luiz, Arabeske, Beirute e toda confus\u00e3o que rolava nesses lugares. Eu j\u00e1 estava submersa por esse estilo de vida, das baladas diurnas no Espa\u00e7o Cultural (508 sul) \u00e0s festas demon\u00edacas do Cacalo\u201d, revela Bianca, j\u00e1 nas primeiras p\u00e1ginas. A linguagem do livro \u00e9 bem pessoal, biogr\u00e1fica e narra o envolvimento profissional com a m\u00fasica, h\u00e1bitos, nomes de bandas e marcos da cena. Andr\u00e9a relata seus primeiros passos como f\u00e3 de metal: \u201cFoi interessante relembrar tantas hist\u00f3rias. Claro que foi imposs\u00edvel contar tudo em detalhes, pois foram muitos acontecimentos. No livro, falo muito do sentimento do que \u00e9 ser headbanger e mulher\u201d. Zane, por sua vez, comenta sobre como a intera\u00e7\u00e3o entre os f\u00e3s acontecia: \u201cNos correspond\u00edamos com o mundo todo, trocando fitas k7 e flyers de shows. Curiosamente, o disco da Flammea foi lan\u00e7ado na Alemanha na \u00e9poca e s\u00f3 fui saber disso recentemente\u201d.<br \/>\n\u201cPor que n\u00f3s, mulheres, n\u00e3o conseguimos fazer isso \u2014 um livro sobre a nossa participa\u00e7\u00e3o no rock \u2014 antes dos homens?\u201d Essa quest\u00e3o, levantada por Ludmila, de certa forma, deu a t\u00f4nica das quase duas horas de conversa durante o lan\u00e7amento, onde estavam presentes cinco das seis autoras, que trocaram experi\u00eancias com o p\u00fablico, parcialmente formado por outras mulheres que, cada uma \u00e0 sua maneira, tamb\u00e9m colaboram com o underground local. O debate passou por feminismo, o papel e a inser\u00e7\u00e3o das mulheres na sociedade e sua atua\u00e7\u00e3o no rock, seja na produ\u00e7\u00e3o de eventos, fazendo zines ou tocando.<br \/>\n<div id=\"attachment_7386\" style=\"width: 514px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/imagens.ailhadometal.com\/2012\/01\/Alice-Ludmila-Bianca-Andr\u00e9a-e-Zane.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-7386\" class=\" wp-image-7386 \" src=\"http:\/\/imagens.ailhadometal.com\/2012\/01\/Alice-Ludmila-Bianca-Andr\u00e9a-e-Zane.jpg\" alt=\"\" width=\"504\" height=\"335\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7386\" class=\"wp-caption-text\">Alice, Ludmila, Andr\u00e9a, Bianca e Zane<\/p><\/div><br \/>\nMas engana-se quem pensa que o documento se limita a apresentar as diferen\u00e7as entre os sexos presentes na m\u00fasica. Ludmila d\u00e1 conta que o livro vai al\u00e9m: \u201cAt\u00e9 hoje este \u00e9 um tema delicado para mim, pois ao mesmo tempo em que acho importante fortalecer uma identidade de mulher musicista, j\u00e1 que ela na \u00e9 pressuposta como a do homem m\u00fasico, tamb\u00e9m gostaria apenas de ser vista como algu\u00e9m que integra uma banda boa, independente de haverem mulheres ou n\u00e3o em sua composi\u00e7\u00e3o.\u201d Narrativas como surgimento do Valhalla ou as reuni\u00f5es no Calabou\u00e7o da UnB conferem ao livro refer\u00eancias hist\u00f3ricas.<br \/>\nMais informa\u00e7\u00f5es: zineoficial.com.br<br \/>\nFONTE:<br \/>\nrockbrasilia.com.br<br \/>\ncorreiobraziliense.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escrito por figuras atuantes dos primeiros passos do rock de Bras\u00edlia, o livro \u201cMulheres do Rock \u2013 O rock do DF e do Entorno sob o ponto de vista feminino\u201d foi uma iniciativa de Fellipe CDC (Death Slam e Terror Revolucion\u00e1rio) e Tomaz Andr\u00e9 (Zine Oficial) e re\u00fane mem\u00f3rias e reflex\u00f5es de seis mulheres envolvidas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":7385,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[183,1636,1637,1638,1639],"class_list":["post-7384","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","tag-brasilia","tag-df","tag-flammea","tag-mulheres-do-rock","tag-valhalla"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ilhadometal.com.br\/manowar\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7384","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ilhadometal.com.br\/manowar\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ilhadometal.com.br\/manowar\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ilhadometal.com.br\/manowar\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ilhadometal.com.br\/manowar\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7384"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ilhadometal.com.br\/manowar\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7384\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ilhadometal.com.br\/manowar\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ilhadometal.com.br\/manowar\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7384"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ilhadometal.com.br\/manowar\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7384"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ilhadometal.com.br\/manowar\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7384"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}