{"id":9335,"date":"2012-06-05T10:28:22","date_gmt":"2012-06-05T13:28:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ailhadometal.com\/?p=9335"},"modified":"2012-06-05T10:28:22","modified_gmt":"2012-06-05T13:28:22","slug":"dorsal-atlantica-entrevista-com-carlos-lopes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ilhadometal.com.br\/manowar\/dorsal-atlantica-entrevista-com-carlos-lopes\/","title":{"rendered":"Dorsal Atl\u00e2ntica: Entrevista com Carlos Lopes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\">Uma banda como a\u00a0<strong>Dorsal Atl\u00e2ntica<\/strong> dispensa apresenta\u00e7\u00f5es. Uma das principais respons\u00e1veis por preparar o terreno para a avalanche metal que invadiria o Brasil em meados dos anos 8o, lan\u00e7ando sete \u00e1lbuns de est\u00fadio, entre os quais est\u00e3o grandes cl\u00e1ssicos, a banda fez hist\u00f3ria no metal brasileiro, vindo posteriormente a adormecer por mais de dez anos. Recentemente a Dorsal lan\u00e7ou uma campanha para gravar um novo \u00e1lbum e conta com o apoio do p\u00fablico. Um projeto coletivo, em que a Dorsal coloca nas m\u00e3os dos f\u00e3s o poder de fazer nascer seu novo trabalho. Acompanhe a entrevista com <strong>Carlos Lopes<\/strong>, l\u00edder da banda, onde ele fala sobre o projeto coletivo, revela o t\u00edtulo e a tem\u00e1tica de cada uma das faixas, e claro, sempre incisivo, solta o verbo sem medo e sem cortes. Confira:<\/p>\n<div id=\"attachment_9337\" style=\"width: 624px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/imagens.ailhadometal.com\/2012\/06\/IMG_3617.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-9337\" class=\" wp-image-9337  \" src=\"http:\/\/imagens.ailhadometal.com\/2012\/06\/IMG_3617.jpg\" alt=\"\" width=\"614\" height=\"410\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-9337\" class=\"wp-caption-text\">Claudio Lopes, Carlos Lopes e Hardcore. Imagem: S\u00e9rgio Filho<\/p><\/div>\n<p><strong>A Ilha do Metal:<\/strong> O <strong>Dorsal Atl\u00e2ntica<\/strong> foi uma das primeiras bandas de metal propriamente dito no Brasil. Antes dela, bandas de heavy rock j\u00e1 disputavam algum espa\u00e7o, mas em termos de metal, pouco havia sido produzido por aqui. Al\u00e9m disso, havia grande dificuldade at\u00e9 mesmo para que vinis de bandas estrangeiras chegassem ao p\u00fablico, isso aliado aos anos de repress\u00e3o ideol\u00f3gica e cultura da pol\u00edtica militar brasileira. Como foram os primeiros contatos dos integrantes do Dorsal com o som pesado que era produzido na \u00e9poca? Como o metal veio at\u00e9 voc\u00eas?<\/p>\n<p><strong>Carlos Lopes:<\/strong> O metal chegou a n\u00f3s atrav\u00e9s das bandas dos anos 70, como UFO e Judas Priest principalmente, pois eu nunca gostei muito da trindade Led\/Purple\/Sabbath. Gostava mais do Sabbath, mas quando ouvi seus LPs pela primeira vez em 1974 ou por a\u00ed, eu achei meio sonolento. O punk\/new wave sim, foi o que me sacudiu, eu adorava todas as bandas da \u00e9poca, em 1977 como os Pistols, The Clash, The Damned, Buzzcocks, Devo, Blondie, The Jam etc&#8230; E isso antes de criarem o hardcore, o que mudou a coisa de figura. Meu reinteresse por som pesado, ocorreu com o New Wave of British Heavy Metal por volta de 1980, ou um pouquinho antes. Sempre escutei punk e new wave e quando vi que dava para tocar rock pesado sem soar hippie, me interessei pelo estilo e o que fiz foi somar meus interesses: punk e metal. E por causa disso fui execrado e chamado de louco.<\/p>\n<p><strong>AIDM:<\/strong> O Dorsal foi uma das bandas que alcan\u00e7ou maior notoriedade na cena fluminense, mas e as outras bandas sequer gravaram algo e que ficaram restritas \u00e0 audi\u00e7\u00e3o dos habitu\u00e9s? Nos anos iniciais de metal no Brasil, como era o underground carioca?<\/p>\n<p><strong>CL:<\/strong> Explico toda essa hist\u00f3ria em pormenores na biografia <strong>Guerrilha!<\/strong> (que faz parte da campanha do CD da Dorsal). Eu n\u00e3o teria como explicar essa longa hist\u00f3ria em poucas palavras, apenas posso dizer que n\u00e3o havia cena no Rio antes da Dorsal, n\u00f3s come\u00e7amos em 1981 e a cena veio depois, conosco \u00e0 frente. No Brasil, apenas 3 bandas podem ser consideradas respons\u00e1veis por constru\u00edrem as cenas: <strong>Dorsal<\/strong>, <strong>Stress<\/strong> e <strong>Vulcano<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>AIDM:<\/strong> O Dorsal foi uma banda que passou por uma s\u00e9rie de transforma\u00e7\u00f5es em sua sonoridade, tendo <strong>Antes do Fim<\/strong> e <strong>Dividir e Conquistar<\/strong> como seus principais \u00e1lbuns. Depois de anos em sil\u00eancio, o que os f\u00e3s podem esperar do novo \u00e1lbum da banda, caso a arrecada\u00e7\u00e3o coletiva obtenha seu \u00eaxito? Seguir\u00e1 a linha dos cl\u00e1ssicos?<\/p>\n<p><strong>CL:<\/strong> O disco \u00e9 inspirado em nossos trabalhos antigos, mas n\u00e3o ser\u00e1 um disco de revival, ser\u00e1 um disco in\u00e9dito, feito com outra cabe\u00e7a, pois n\u00e3o somos as mesmas pessoas de 1985. Entre 1985 e 1990, nem havia produtor de disco, a gente entrava no est\u00fadio, tocava e ca\u00eda fora sem qualquer ajuda ou produ\u00e7\u00e3o. Depois eu mesmo me tornei produtor nos anos 90, ou seja, j\u00e1 sou outra pessoa com muita mais experi\u00eancia e tamb\u00e9m muito mais loucura, pois o que ainda me move \u00e9 a arte e a ousadia. O novo CD \u2013 se sair, \u00e9 claro \u2013 est\u00e1 na minha cabe\u00e7a, os timbres, a mixagem, etc. O que ele ter\u00e1 de diferente \u00e9 que ser\u00e1 um trabalho mais mel\u00f3dico mas sem ser bund\u00e3o. O CD ter\u00e1 o punk\/hardcore\/thrash\/metal como refer\u00eancia, mas ser\u00e1 um trabalho que ousar\u00e1 mais, que criar\u00e1 algo completamente diferente, sem qualquer tra\u00e7o de modernidade. N\u00e3o ser\u00e1 um disco de riffs, ou de amontoados de riffs, mas um disco de can\u00e7\u00f5es com riffs com muita liberdade musical e respeito pelo nosso passado e respeito ao nosso p\u00fablico.\u00a0As faixas s\u00e3o: Comiss\u00e3o da Verdade (a quem interessa?); Contenda (sobre brigas sem fim); Stalingrado (a invas\u00e3o nazista \u00e0 R\u00fassia comunista); Opera\u00e7\u00e3o Brother Sam (caso Jo\u00e3o Goulart resistisse em 1964, o Brasil seria bombardeado pelos Estados Unidos at\u00e9 por porta-avi\u00f5es); Jango Goulart (o presidente deposto); Eu Minto, Tu Mentes, Todos Mentem (reflex\u00e3o sobre a alma humana); O Retrato De Dorian Gray (sobre a m\u00eddia, a est\u00e9tica, sobre assessorias de imprensa, sobre fatos e fotos&#8230;); Corrupto Corruptor (\u00f3bvio: sobre o Brasil); Colonizado\/Entreguista (sobre os p\u00e9ssimos brasileiros que s\u00f3 reclamam); A Invas\u00e3o do Brasil (incr\u00edvel depoimento do m\u00e9dium Chico Xavier sobre a invas\u00e3o de um certo pa\u00eds); 168 Bpm e Imortais (a \u00faltima faixa do disco \u00e9 um hino escrito em homenagem aos f\u00e3s da Dorsal).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Dorsal Atl\u00e2ntica - Riffs Novos\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gdSd3WSkEvQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>AIDM:<\/strong> Muitas pessoas t\u00eam criticado a atitude da arrecada\u00e7\u00e3o coletiva que a banda tomou para reaver suas atividades. Isso tem liga\u00e7\u00e3o com as suas pol\u00eamicas declara\u00e7\u00f5es de anos atr\u00e1s. Voc\u00ea mudou de opini\u00e3o sobre o que voc\u00ea falou e que deixou os f\u00e3s de metal t\u00e3o chateados?<\/p>\n<p><strong>CL:<\/strong>\u00a0As pessoas que criticam n\u00e3o pertencem ao meu mundo. Uma campanha de um partido de esquerda, por exemplo n\u00e3o deve contar com o apoio da direita e nem esperar por isso. Eu conto com os que t\u00eam afinidade conosco. Hoje quem n\u00e3o nos entende, amanh\u00e3 far\u00e1 a sua campanha para arrecadar fundos, o que n\u00e3o \u00e9 humilhante, mas revolucion\u00e1rio. Quem n\u00e3o entende isso, prefere manter o status quo da Elite l\u00e1 em cima, prefere manter o poder dos capitalistas, amam os donos dos meios de produ\u00e7\u00e3o no topo da pir\u00e2mide social. Os cr\u00edticos n\u00e3o querem que isso aconte\u00e7a e pior n\u00e3o querem a Dorsal encabece a revolu\u00e7\u00e3o, mas ela j\u00e1 foi feita por n\u00f3s, agora tudo isso j\u00e1 \u00e9 hist\u00f3ria. Os que n\u00e3o querem a revolu\u00e7\u00e3o, e o socialismo n\u00e3o querem reverter a pir\u00e2mide. Mas veja bem, nunca h\u00e1 certo ou errado, h\u00e1 escolhas.\u00a0Os f\u00e3s de metal n\u00e3o est\u00e3o chateados comigo, s\u00f3 os que n\u00e3o leram minhas entrevistas com aten\u00e7\u00e3o. E por que n\u00e3o imaginar que quem est\u00e1 chateado comigo pode ser um corrupto que paga por show de abertura de banda internacional, voc\u00ea j\u00e1 pensou nisso?\u00a0Digo e repito, nunca falei nada de mal sobre o estilo que eu ajudei a criar. Falei que eu precisava respirar, pois havia muita corrup\u00e7\u00e3o, muitos discos iguais, muita repeti\u00e7\u00e3o e s\u00f3 business, neg\u00f3cios, interesses pessoais, gravadoras e produtores ceifando a vida dos artistas. Me posicionei contra a injusti\u00e7a e tomei pau. Minha quest\u00e3o sempre foi empresarial, art\u00edstica, e pessoal, nunca falei sobre a vida dos outros. Sou um artista, devo satisfa\u00e7\u00f5es a mim, me perguntam o que eu acho e falo, n\u00e3o fa\u00e7o pol\u00edtica, pois n\u00e3o tenho rabo preso.<\/p>\n<p><strong>AIDM:<\/strong> Quando a banda estava totalmente parada, voc\u00ea trabalhou em outros estilos musicais bem diferentes do metal, o que gerou ainda mais coment\u00e1rios pelos f\u00e3s do Dorsal. \u00c9 uma realidade do artista brasileiro tocar estilos mais populares para viver de m\u00fasica. Diante de tantas dificuldades de fazer metal no Brasil, o que h\u00e1 de errado em tocar outros estilos?<\/p>\n<p><strong>CL:<\/strong> Eu toquei outros estilos, n\u00e3o para sobreviver, fiz por quest\u00f5es art\u00edsticas, porque a m\u00fasica pesada j\u00e1 n\u00e3o me bastava. N\u00e3o se iluda acreditando que eu mudei de estilo para ganhar dinheiro ou sobreviver, mudei por esgotamento da mesma f\u00f3rmula. Mudei porque todo artista de fato precisa de novos desafios, o artista-burocrata n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o minha. Cada um que fa\u00e7a o que for melhor para si. Como voc\u00ea falou, um artista, o de verdade, \u00e9 claro, cria. Um m\u00fasico, toca cover na noite para sobreviver. N\u00e3o estou tecendo coment\u00e1rios pejorativos sobre m\u00fasicos da noite, s\u00f3 estou dizendo que eu eu n\u00e3o fa\u00e7o, e n\u00e3o farei, n\u00e3o \u00e9 a minha. Nunca toquei na noite para sobreviver, n\u00e3o \u00e9 do meu feitio, eu sou um criador, n\u00e3o um repetidor.<\/p>\n<p><strong>AIDM:<\/strong> Voc\u00ea chegou a declarar que nunca quis voltar, mas que muitas pessoas perguntavam sobre o retorno do Dorsal. Voc\u00ea quis dar essa chance \u00e0 banda s\u00f3 por causa disso mesmo?<\/p>\n<p><strong>CL:<\/strong> Como j\u00e1 disse antes, n\u00e3o se convence quem n\u00e3o quer ser convencido. Assim que dei a Dorsal por encerrada em minha vida, fui fazer outras coisas, tocar outros estilos musicais, escrever livros, etc&#8230; N\u00e3o enchi o saco de ningu\u00e9m, fui viver a minha vida.\u00a0Sobre a volta da Dorsal, que n\u00e3o \u00e9 volta, mas campanha para um novo CD, ela nasceu de dois motivos: pedidos insistentes de f\u00e3s durante 12 anos e por termos sido convidados para sermos os headliners do <strong>Metal Open Air<\/strong> com abertura do <strong>Exodus<\/strong> e <strong>Anthrax<\/strong>. Agora pense comigo, sofrer uma baita press\u00e3o dessas, psicologicamente n\u00e3o \u00e9 brincadeira&#8230; imagine que algu\u00e9m desse em cima de voc\u00ea por 12 anos? Talvez voc\u00ea cedesse, como um ato de amor, at\u00e9 mesmo para ver \u201cqual \u00e9\u201d. Convenhamos que a sua pr\u00f3pria pergunta denota d\u00favida: \u201c.. s\u00f3 por causa disso mesmo?\u201d. Por isso te falo que n\u00e3o se convence quem n\u00e3o quer ser convencido.<\/p>\n<p><strong>AIDM:<\/strong> Atualmente o metal brasileiro vive um momento de revivals. Bandas cl\u00e1ssicas t\u00eam aparecido com grandes surpresas, como o Stress, o Viper e at\u00e9 mesmo o Taurus. O que voc\u00ea acha disso?<\/p>\n<p><strong>CL:\u00a0<\/strong>Na verdade n\u00e3o tenho nada a ver com essa revival, \u00e9 op\u00e7\u00e3o de cada banda por motivos que n\u00e3o me compete julgar, cada cabe\u00e7a, uma senten\u00e7a. A Dorsal n\u00e3o voltou, ela est\u00e1 envolvida em uma campanha que terminar\u00e1 em menos de uma semana. N\u00e3o tenho inten\u00e7\u00e3o de tocar sem o CD novo.<\/p>\n<p><strong>AIDM:<\/strong> Ali\u00e1s, enquanto veterano, como voc\u00ea v\u00ea o metal brasileiro oitentista e a situa\u00e7\u00e3o em que ele est\u00e1 atualmente? Ainda h\u00e1 espa\u00e7o para a anti ode Metal Desunido?<\/p>\n<p><strong>CL:\u00a0<\/strong>Se o metal continua desunido, n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o minha. Me mantive afastado do metal e por isso n\u00e3o \u00e9 justo que eu fale sobre algo que n\u00e3o acompanhei. Em 12 anos autorizei os relan\u00e7amentos da Dorsal em CD, regravei o <strong>Antes do Fim Depois do Fim<\/strong> em 2005 (relan\u00e7ado em digipack agora) e produzi e apresentei um programa sobre metal na R\u00e1dio Venenosa FM, do Rio, chamado Puro Metal.<\/p>\n<p><strong>AIDM:<\/strong> Uma das grandes dificuldades que voc\u00ea relata no Dorsal era a de que as gravadoras n\u00e3o repassavam os lucros com a venda dos \u00e1lbuns. Atualmente estamos vivenciando o n\u00e1ufrago da ind\u00fastria fonogr\u00e1fica com os downloads e a pirataria. Antes, o p\u00fablico tinha como \u00fanica alternativa comprar a bolacha e escutar a banda. Hoje ele pode escolher o que escutar, diretamente da rede, e os downloads n\u00e3o s\u00e3o vistos como crime. Como voc\u00ea encara essa invers\u00e3o de valores e essa nova realidade no mundo da m\u00fasica?<\/p>\n<p><strong>CL:<\/strong> N\u00e3o h\u00e1 invers\u00e3o de valores, h\u00e1 a necessidade humana de sobreviv\u00eancia a qualquer custo, inclusive a sobreviv\u00eancia da maldade humana. O antigo se metamorfoseia em novo para voltar \u00e0 tona. Veja o caso da internet, ela n\u00e3o faz com que o car\u00e1ter humano progrida, apenas acelera a comunica\u00e7\u00e3o, um estuprador agiria por carta ou telefone no passado, hoje usa a internet&#8230; O que estamos propondo na campanha da Dorsal \u00e9 sim, a verdadeira revolu\u00e7\u00e3o: retirar o atravessador do caminho no mercado fonogr\u00e1fico e colocar o poder diretamente nas m\u00e3os do povo. Alguma gravadora j\u00e1 abriu as contas, mesmo as underground? Se abrirem as contas, a m\u00e1scara cai.<\/p>\n<p><strong>AIDM:<\/strong> Caso a campanha consiga seu objetivo, o Dorsal gravar\u00e1 apenas um \u00fanico \u00e1lbum ou voc\u00ea pretende dar prosseguimento \u00e0s atividades da banda? Voc\u00eas pensam em fazer turn\u00eas?<\/p>\n<p><strong>CL:\u00a0<\/strong>Recebo propostas di\u00e1rias de empresariamento e turn\u00eas, inclusive no exterior, mas nada disso acontecer\u00e1 sem o novo CD. Pode-se contribuir financeiramente para que a Dorsal Atl\u00e2ntica\u00a0grave um novo CD de in\u00e9ditas at\u00e9 o domingo, dia 10 de junho. O apoiador ter\u00e1 o seu nome impresso no encarte do digipack, e dependendo do valor do apoio, pode receber brindes que n\u00e3o ser\u00e3o vendidos depois da campanha, como a reedi\u00e7\u00e3o da biografia <strong>Guerrilha!<\/strong>, revisada, com capa dura e papel couch\u00ea.\u00a0Na <a href=\"http:\/\/dorsalatlantica.com.br\">p\u00e1gina oficial<\/a> \u00a0o link da catarse.me, o site respons\u00e1vel pelas contribui\u00e7\u00f5es, est\u00e1 na coluna \u00e0 direita na p\u00e1gina inicial da Dorsal.\u00a0Outra possibilidade \u00e9 acessar diretamente o site catarse.me. Voc\u00ea pode logar atrav\u00e9s de sua conta do Facebook. Clique no link e v\u00e1 para a <a href=\"http:\/\/catarse.me\/pt\/projects\/659-projeto-novo-cd-da-banda-de-metal-dorsal-atlantica\">p\u00e1gina do projeto<\/a>.<\/p>\n<p><strong>AIDM:<\/strong> Al\u00e9m da iminente volta do Dorsal Atl\u00e2ntica, o que voc\u00ea tem feito em termos de rock e metal ultimamente?<\/p>\n<p><strong>CL:<\/strong> Me dediquei mais \u00e0 literatura nos dois \u00faltimos anos e a projetos culturais. O \u00faltimo trabalho que gravei foi o CD do projeto educacional, Hist\u00f3ria Cantada, no qual conto e canto a hist\u00f3ria do Brasil em ritmos diversos.<\/p>\n<p><strong>AIDM:<\/strong> Muito obrigada, Carlos. Para encerrar, gostaria que voc\u00ea desse algumas palavras finais. Espero v\u00ea-lo por a\u00ed em breve.<\/p>\n<p><strong>CL:<\/strong> Apoiem a campanha caso todos queiram fazer parte da hist\u00f3ria. N\u00e3o \u00e9 uma campanha pela Dorsal ou pela m\u00fasica pesada, mas pela revolu\u00e7\u00e3o j\u00e1 em um pa\u00eds que ainda vive escravizado.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Campanha &quot;Eu Quero o Novo CD da Dorsal Atl\u00e2ntica&quot;\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/w4MOY0tza_k?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma banda como a\u00a0Dorsal Atl\u00e2ntica dispensa apresenta\u00e7\u00f5es. Uma das principais respons\u00e1veis por preparar o terreno para a avalanche metal que invadiria o Brasil em meados dos anos 8o, lan\u00e7ando sete \u00e1lbuns de est\u00fadio, entre os quais est\u00e3o grandes cl\u00e1ssicos, a banda fez hist\u00f3ria no metal brasileiro, vindo posteriormente a adormecer por mais de dez anos. 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