Bangers Open Air 2025 @ Memorial da América Latina – São Paulo/SP (2/5/2025)
Postado em 10/05/2025


Que evento!!!

Estreando o novo nome, o maior evento de Heavy Metal do Brasil fez bonito e não deixou nada atrás a qualquer Fest Gringo.

O Bangers Open Air trouxe ao Brasil o que gosto de chamar como o “Nosso Carnaval ” 3 dias de festa e diversão garantida, e quando vamos em um Festival como esse, onde temos uma extensa área com lojas, uma boa área de alimentação, e lugares para registrar o momento, muito bem feitos, sem contar o acesso fácil a um dos lugares mais legais de São Paulo, e simplesmente o sonho de qualquer pessoa que gostaria de ir em um evento como esse e só iria se fosse na gringa onde o custo seria absurdamente maior, e praticamente com as mesmas bandas…

Tudo planejado, organizado e lá fomos nós nesta Festa da Música Pesada e há de se registrar presente no Calendário oficial da cidade de São Paulo, mas vamos aos Shows, que é de música que vivemos…

Kissin Dynamite

A banda alemã de Hard Rock que em seu último álbum “Back with the Bang” chegou ao topo das paradas alemãs, a banda faz um Hard Rock muito bom e muito atual, onde cito o maior destaque é usar as influências e não tentar ser uma cópia de um estilo que era o destaque nos anos 80, o som deles, é muito atual e jamais diria datado.

A banda é formado por Hannes Braun nos vocais, Ande Braun e Jim Müller nas guitarras, Steffen Haile no baixo e Sebastian Berg na bateria e com 8 discos lançados, essa banda sobra competência…e vamos ser sincero, qualquer brasileiro paga um pau lascado para a maioria das bandas alemãs independente do estilo e aqui é apenas mais uma nesse ponto, Som forte, músicas boas, e um show absurdo.

A presença de palcos deles é sim perfeita, Hannes canta muito, tem voz, carismático e sabe como controlar a plateia, Ande é o guitarrista mais “serião” da banda e sobra qualidade, o outro guitarrista Jim Muller que falou conosco antes, e a vibração no palco, caras e bocas e aquelas atitudes que quando do estilo acha o comportamento da banda no palco perfeito, de olhar e quando aplaudir no fim de música soltar um “caralho, isso que é show”…

Como mencionada na entrevista, o show veio baseado nos últimos álbuns e nos maiores hits da banda e olha que “Hashtag your life” não foi tocada, onde muitos conhecerão a banda com essa música.

Uma abertura de Festival da melhor maneira possível, perfeita, forte e vibrante, agora torcer para que banda conquiste mais fãs por aqui e um show ou Turnê solo pelo Brasil ou outros festivais dentro do nosso brasil varonil….

Back With a Bang

DNA

No One Dies a Virgin

I’ve Got the Fire

My Monster

The Devil Is a Woman

Not the End of the Road

You’re Not Alone

Raise Your Glass

Dogma

Abrindo o segundo palco, e voltando ao Brasil pela segunda vez e agora em um grande fest, a banda retorna o Brasil com o show mais impactante deste dia.

Podem chamar elas, de Ghost de saia, mas o impacto de misturar religião, com a vestimenta de feiras em roupas eclesiásticas e sensuais é uma ideia genial, e ninguém saber quem são cada musicista da banda melhor ainda, simplesmente tudo que queremos, e chocando os rockeiros conservadores ou onanistas de plantão, independentemente da idade, melhor ainda….e soma a isso música boa… a fórmula fechou e já foi muito melhor usada que o famoso bascara, aquele b ao quadrado menos 4 AC.

Misturar Sexo e Religião com uns backdrop sensacionais, até explícitos, eu pensava, Isto é o Rock’n’Roll, sem preconceito, liberdade, e sendo realmente quem devemos ser…

A banda entra fazendo caras e bocas…visual fantástico e mandam um Hard Rock bem pesado, interessante, e a única comunicação com um público foi algo como “brasil tamu jjunnto” e depois foi um espetáculo visual e sonoro incrível.

Tecnicamente a banda é excelente, tudo tem uma pose, um show perfeitamente ensaiado, cada posição, cada ação sensual, tudo muito perfeito e nem por isso soa mecânico, é uma diversão pura acima de tudo, e isso é muito Rock’n’Roll.

Seja a nova música “Banned”, seja o maior single delas até hoje, “Father I have sinned”, que é sensacional, outro destaque particular asfreiras, foi o cover de “like a Prayer” da Madonna que claro é a música Pop mais metal de todos os tempos, e o peso particular que o Dogma deu a ela beira a perfeição e deve sim muito ser elogiado.

Hoje nesse mundo de imediatismo e esquecermos alguns detalhes, o Dogma tem uma coisa na sua música que destaca que é refrão pegajoso e Riffs bons que sempre marcaram o estilo.

A diversão de um show delas é garantido, excelente presença de palco e claro que o que citaria sobre o show é que ele poderia ser mais tarde, pois em termos visuais, bandas desse estilo a luz conta muito e tocar no sol, diminui o impacto visual, mas não que isso tenha atrapalhado o show, muito pelo contrário, mas fica a dica que para bandas com esse tipo de visual, isso pesa, e aconteceu isso quando o Ghost tocou no Maximus Festival.

O futuro do heavy Metal estava na nossa frente, e que bandas novas como o Dogma traga mais “fieis” ao estilo e hoje já até sabemos que a banda segue no Brasil em Tour junto com o cantor Fabio Lione e passará por várias cidades do Brasil.

 

Forbidden Zone

My First Peak

Made Her Mine

Banned

Like a Prayer

Bare to the Bones

Make Us Proud

Pleasure From Pain

Father I Have Sinned

The Dark Messiah

Armored Saint

O Show saudoso do primeiro dia!!!

Formada em 1982, uma banda ícone do seu tempo, amada por muitos e considerada até subestimada, formada pelas lendas, John Bush , que também tocou com o Anthrax, Gonzo Sandoval na bateria, Phil Sandoval e Jeff Duncan na guitarra e o incrível Joey Vera no baixo já entrando com o clássico “March of the Saint” e o público veio junto numa vontade impar de curtir aquele som naquele momento.

Particularmente ver músicos deste quilate num palco em frente a nós era muito especial, uma banda que marcou uma era, nos colocou músicos competentes que o acompanhamos onde for, como Joey Vera que esteve na volta do Merciful Fate e a presença de palco de uma banda como essa, é absurdo, cada passo, cada ação cativa a todos.

Claro que sinto falta de Jonh Bush cantando “Only” ou “Safe Home”, mas entendemos que não há o sentido, mas aquela vibe de quando ouvimos isso também é a mesma emoção de ouvir “Can u Deliver” quando Bush desceu e literalmente foi “pra galera” ou a poderosa “Reign of Fire que encerrou o concerto da banda, é nostálgico e ao mesmo tempo voraz de sentir o prazer e emoção de escutar a vida toda a tal de música pesada.

Chegamos na metade do Festival e que vibe maravilhosa até aqui, não perdendo em nada a algum fest gringo… tudo na melhor perfeição possível, planejada e o mais importante realizada.

March of the Saint

End of the Attention Span

Raising Fear

Long Before I Die

The Pillar

Last Train Home

Left Hook From Right Field

Standing on the Shoulders of Giants

Win Hands Down

Can U Deliver

Reign of Fire

Pretty Maids

43 anos de espera!!! E finalmente aconteceu !!!!

Cada um teria sua banda preferida a ver no Festival, um dos sonhos que sempre tive vontade de ver ao vivo era o Pretty Maids e finalmente aconteceria…

Ao ver todos entrarem, e o Pretty Maids, conta com os membros fundadores Ronnie Atkins (vocal) e Ken Hammer (guitarra), e também inclui Chris Laney (guitarra e teclados), que entrevistamos pelo seu projeto At the Movies, e René Shades (baixo) e Allan Tschicaja (bateria) mostraram o quanto a banda é boa ao vivo e neste Bangers Open Air… foi apenas mais uma prova….

Claro que já havíamos visto Ronie Atkins varias vezes no Brasil com o Avantasia, mas vê-lo cantar alguns clássicos e já na segunda com uma das minhas preferidas “Kingmaker” foi muito bom de ver, , performance de palco impar que claro pela estrada a banda conhece todos os atalhes e como estar presente em cada centímetro do palco…

A banda mesclou músicas novas com hits antigos como “Back to Back” com “Future World” por todo o set mostrou o cuidado da banda em selecionar o repertório para sua estreia no Brasil. Uma música que muito me emocionou foi “Litle Drops of Heaven” seguida por “Please don’t leave me”, que teoricamente não tocaria, mas na nossa entrevista eu pedi a música pois era um clássico deles, mesmo ela sendo um cover de John Sykes e foi muito bom ver a música ao vivo no Brasil.

Um show perfeito de uma banda icônica, que fez a felicidade de muitos fãs da banda presentes no dia, e um agradecimento pessoal ao Chris Laney pelo papo no início do show do Glenn Hughes relembrando a entrevista que fizemos para o At the Movies que na mudança do nosso domínio a mesma acabou se perdendo, mas vamos tentar recuperar pois a mesma foi bem engraçada…

Pretty Maids o show mais emocional do dia… e ficamos felizes demais em ver essa banda no Brasil portanto MUITO OBRIGADO BANGERS OPEN AIR.

 

Mother of All Lies

Kingmaker

Rodeo

Back to Back

Red, Hot and Heavy

Pandemonium

I.N.V.U.

Little Drops of Heaven

Please Don’t Leave Me

Future World

Love Games

 

Doro

 A Rainha e o show do primeiro dia no Bangers Open Air.

Sempre é demais todo e qualquer show da Doro até pelos clássicos do Warlock que a Rainha do Metal toca normalmente, mas esse aqui foi algo absurdo, sem dúvida o melhor da Doro que presenciei no Brasil e até um dos melhores contandos os que vemos em vídeo…

O Carisma dela é indescritível então é claro que quando ela pisa no palco, a platéia já esta ganha, e no caso ela desfilou uma quantidade de Hits que beirou o absurdo, surpreendendo todos com I rule the Ruins já de cara, e depois, várias variando entre sons do Warlock, que não podem ficar de fora, com grandes músicas da sua carreira solo.

A luz até que poderia ter sido melhor, mas também foi muito bom ver o brasileiro Bill Hudson, que faz parte da banda já há algum tempo, lembrando que á a Tour do “Conqueress – Forever Strong and Proud” então algumas músicas novas também tiveram seu destaque e como elas ganharam muita força ao vivo.

Um cover que ela sempre toca e como é diferente a gente se emociona é Breaking the law e não há como não destacar a balada “Für immer” que sempre é um momento de grande emoção no show. O final mais que apoteótico com All we are, e Living for the midnight com aquele direito a bandeira do Brasil e tudo o que um show desse quilate pede, sem dúvida éo dia de aquecimento mas, foi um dos melhores shows de todas as edições do Bangers.

I Rule the Ruins

Earthshaker Rock

Time for Justice

Burning the Witches

Fire in the Sky

Raise Your Fist in the Air

Für immer

Hellbound

Breaking the Law

All We Are

Living After Midnight

(On tape, but Doro sang some verses along with the audience)

 

Glenn Hughes

A lenda, ou melhor a Voz do Rock.

O show foi uma viagem e eu esperava muita coisa do Purple dos grandes clássicos e não foi isso que enconterrei e sim um som muito bem feito que até serviu de prévia para a Tour que ele fará no Brasil em alguns meses…

Presença de palco, ou melhor um poder no palco, uma banda de apoia coesa que o deixa brilhar o tempo todo e sabendo também serem protagonistas nos momentos que precisam… um setlist baseado em alguns lado B e o show foi algo absurdo.

Ver um ícone do estilo que amamos emcima do palco e curtindo o todo, deixa a plateia muito feliz, e fechou o dia de uma maneira maravilhosa, embora claro depois de quase 10 horas de Festival, o corpo estava esbugaiado mas feliz com um Festival sensacional que São Paulo possui.

Stormbringer

Might Just Take Your Life

Sail Away

You Fool No One / Guitar Solo / Blues / High Ball Shooter / You Fool No One / Drum Solo / You Fool No One

Mistreated

Gettin’ Tighter

You Keep On Moving

Burn

 

 

Categoria/Category: Review de Shows
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